Mostrando postagens com marcador Madri. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Madri. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

¡Feliz Navidad!


Olá, queridos !!
A equipe de 3 do blog deseja a todos um Feliz Natal. Para isso deixamos com vocês imagens dos presépio montado pel El Corte Inglés da calle Serrano. Beijos !




domingo, 22 de dezembro de 2013

O parto

Olá, queridos!

           Finalmente publico o post narrando como foi o meu parto. Espero que ajude a todas aquelas que desejam fazê-lo naturalmente. Para ler a primeira parte basta clicar neste link aqui.

           Por fim, chegou o dia de conhecer a matrona (doula, em português). Minhas alunas me animaram bastante e todas disseram que tiveram ótimas experiências. Poxa, devo estar com uma urucubaca danada. Tinha milhões de dúvidas sobre o parto e mal sentei, ela já foi dizendo que se eu tivesse dúvidas sobre o nascimento, que esperasse o curso onde as perguntas seriam esclarecidas. Bem, respondi delicadamente que não tinha nada pra fazer ali, pois só tinha dúvidas sobre o tema. Conversamos um pouco mais e encerrei logo a conversa bastante chateada, mas pelo menos já tinha as datas dos encontros.

O curso, sim, foi o melhor de tudo. Logo na primeira aula, a matrona iniciou a explicação com uma frase que jamais esquecerei: “quem faz o parto são vocês, quem vai parir o filho são vocês. A matrona pode estar ali, segurar a mão, dançar uma sevillana, mas quem vai dar a luz, são vocês.” Caramba! Anos e anos ouvindo, “quem vai fazer seu parto?” arrasados em dois segundos. Sou EU quem vou parir, EU que vou botar no mundo uma criatura. Meu marido vai estar lá, claro, mas a responsabilidade é MINHA! Vou ser sujeito e não mera espectadora do nascimento do meu filho.

O curso está estruturado em cinco partes: as últimas semanas da gravidez, os diversos tipos e as etapas do parto, possíveis complicações, procedimentos burocráticos (registro de nascimento, licença maternidade, etc.), e pediatria/cuidados pós-partos. Na primeira aula já fizemos exercícios de respiração.

       Na semana seguinte, a professora tinha sido substituída por outra muito melhor. Ela foi informando como a gestante deve proceder; quais são os sinais que nos indicam que os trabalhos já começaram, contou o que pode dar errado e nos mostrou as soluções para cada caso. O mais legal é que ela sempre minimizava tudo. Se o bebê for grande? Já vi criança nascer de cinco quilos! Se o bebê não estiver encaixado? Pode-se fazer uma manobra. Se a bolsa não rompe? A matrona a fura. E se não tenho contração até a 40ª semana? Vá ao médico, mas dá pra esperar mais duas. E se não tenho dilatação? A ocitocina resolve. E se o bebê está encaixado, mas com o rosto virado pra cima? Dá pra reverter fazendo manobras na hora. E se nada disso der resultado? Aí, sim, faremos um cesárea. E por aí vai. Todas as verdades consagradas no Brasil eram desfeitas como mágica. Tudo que sempre escutei dizer que impediria um parto normal era reduzido a uma banalidade.

      Quando alguma gestante do grupo completava as 38 semanas, a matrona estimulava: façam exercício, sexo (por causa do sêmen), carreguem peso, tudo! Eu cumpri arrisca todas as recomendações. A reta final da gravidez foi parte mais chata para mim, pois já está tudo pronto e comprado e o baby lá dentro.

Enfim. Minha mãe chegou dia 21 e dia 25 andamos, fizemos compras, subi e desci escada. Quando fui dormir comecei a sentir um pouco de dor, mas até aí nada de novo porque pensei eram as contrações preparatórias, que já vinha sentindo desde o começo do terceiro trimestre. Mas como não conseguia dormir de jeito nenhum e o maridão já roncando comecei a pensar que a hora tinha chegado. Aí o acordei com o clássico: amor, acho que é hoje...
         
       Ficamos em pânico? Que nada! Seguimos o roteiro de esperar uma hora para ver se as contrações paravam ou se vinham de cinco em cinco minutos, se a bolsa tinha rompido, etc. Ou seja fizemos tudo que nos ensinaram. Quando o tempo regulamentar passou me arrumei, fiz a última revisão na minha mala e no quarto do baby. Ah! E ainda me lembrei de cortar minhas unhas ! 

Como não tinha dilatação suficiente, nem a bolsa tinha estourado tive que ficar na sala de espera  por duas horas para ver se o quadro mudava. Mas não pensem que era um lugar lotado e sujo. Ali tinham uns três pais ansiosos e uma gestante que estava com enjoos fortes. Como nada disso aconteceu, voltei para a enfermeria e a profissional que antendeu resolveu me encaminhar à sala de parto para que avaliassem a minha situação. Chegando lá a matrona que me acompanharia constatou que era melhor induzir o parto com ocitocina do que ficar esperando mais pela dilação. Depois me perguntou se iria tomar a peridural. Claro, minha filha, onde eu assino? Ela me entregou o termo de responsabilidade, assinei e fiquei aguardando. 

       Sempre tive certeza que tomaria a anestesia. Respeito e admiro que não a toma, mas achei melhor. Já estava me sentindo o máximo poder fazer o parto normal, não ter sido pressionada para fazer cesárea e resolvi encarar todos os riscos que esta anestesia pode trazer.

       Finalmente chegou o anestesista e tudo mudou. Pausa: este foi o único médico com quem tive contato, pois todos os outros profissionais eram enfermeiros ou matronas. Sei que tinha um médico ali para qualquer eventualidade, mas ele não fica presente durante o parto. Afinal, quem vai parir é a mulher e não o médico.

        Depois da peridural tudo mudou. Não sentia mais as contrações e pude relaxar. Aliás, a matrona nos recomendou que dormíssemos, pois o parto ia demorar. Antes de cochilar, meu marido e eu fizemos o que as pessoas do século 21 fazem para avisar os amigos: postei no Facebook que estava na maternidade e meu marido mandava SMS. Notem que ninguém sabia que estávamos lá, pois tínhamos ido para o hospital de madrugada.

        De tempos em tempos uma das matronas aparecia, me avaliava, perguntava como estava tudo. Numa dessas anunciou que meu filho estava com rosto voltado para cima; mas que não me preocupasse que ela tentaria revertê-lo me mudando de posição ou virando-o quando chegasse a hora. Quando ela saiu nos lembramos de que no curso tínhamos ouvido uma história parecida e nem ligamos. Continuamos conectados lendo as mensagens positivas que chegavam!

       Até que fui sentindo uma pressão grande e cada vez maior em direção à vagina. “É o seu bebê descendo” explicou a matrona “em breve ele vai sair.” Ai! O momento tão esperado aconteceu de repente quando uma tropa de dez pessoas entrou no quarto. Três enfermeiras e um médico para o neném, três matronas para mim, uma enfermeira para auxiliá-las e dois não-sei-quem para ficar vendo o parto, pois dei à luz em um hospital universitário.

        E aí foi lindo. A matrona-chefa me dando força, uma avisando quando deveria empurrar e a outra fazendo as manobras. Quando tentava recostar a cabeça, elas me animavam a tentar uma e outra vez. A enfermeira auxiliar tentou amarrar minhas pernas, mas recusei. Aliás, em momento nenhum troquei o português pelo espanhol. Ok. Devo ter dito um “Ai, meu Deus” de vez em quando, mas sempre mantive a consciência. Como não sentia nada (a peridural é eficiente mesmo!), o parto tem que ser narrado pelas matronas: tá chegando, um pouco mais, respira, mais um esforço, já vejo a cabeça, empurra. Concordo que fica parecendo jogo de futebol, mas convenhamos é um mal menor. Entre uma cirurgia e o Galvão Bueno, escolho o segundo sem pestanejar.
      
    Até que num esforço final, as palavras de apoio do maridão e com uma das matronas empurrando a minha barriga (manobra necessária por causa do meu cansaço e da peridural), senti algo que saía. Isso mesmo: senti algo. Fechei os olhos, dei um grito e quando terminei e abri os olhos, vi a coisa mais bonita do mundo no meu peito, todo pequenino, de olhos abertos e entendendo menos do que eu o que estava acontecendo. Dez minutos depois, as enfermeiras que eram responsáveis por ele o pegaram e o levaram para uma mesa ao lado da minha cama e fizeram os exames de iniciais. Depois me devolveram-no e não nos separamos mais.

      Em seguida dei o seio ali mesmo enquanto me limpavam e me davam alguns pontos. Pronto. Fim de festa ou melhor: começava a festa. Exausta, mas feliz. Missão cumprida. Meu corpo é capaz de parir e minha mente também. Sou mulher, estou preparada e posso fazê-lo desde que me ofereçam as condições adequadas. Agora, quando me perguntarem quem fez meu parto vou encher o peito e dizer:

          - Eu mesma: Juliana Bezerra. Prazer.




Para mais informações turísticas: www.rumoamadrid.com.br 




         


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Contra exploração sexual

Olá, queridos!

       Há um mês foi lançada em Madri uma campanha contra a exploração sexual de mulheres. O mote da campanha é conscentizar clientes e futuros clientes da prostituição alertando para o fato que muitas exercem o ofício obrigadas por máfias. O governo também se dirige aos adolescentes, pois agora voltou à moda sair com os amigos para as "casas de tolerância" como se fazia antigamente.

Sei que o tema esteve recentemente em uma novela e os dados corroboram que além de brasileiras agora há um número crescentes de brasileiros que também são explorados.

 A campanha deve ser entendida dentro da atual discussão europeia de erradicar a prostituição como um todo. Existem países onde é legal e o caso mais óbvio é a Holanda. Em outros cobra-se uma taxa para estarem na rua como em certas cidades da Alemanha ou em Zurique. Na Espanha segue-se o modelo brasileiro: prostituir-se não é crime, mas a exploração sexual sim. As meninas da calle Montera já fazem parte da paisagem do centro madrilenho e os clubes privê se espalham nas ruas por trás da Gran Vía e ao longo do Paseo da Castellana.

Comparando com a legalização das drogas, aqui também se responsabiliza o usuário pelo tráfico humano. Acho justo, pois se há demanda há oferta. Basta ler qualquer relato de meninas libertadas pela polícia para ficar arrepiado. Legalizar e dar melhores condições de trabalho seria uma saída, mas aí é preciso também mudar a cabeça dos homens porque, definitivamente, estes não veem a prostituta como uma "profissional do sexo" e sim com mais um objeto a ser desfrutado.
     

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe

   
 Hoje é dia 12 de dezembro, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira do México e da América Latina, Imperatriz das Américas, protetora dos nascituros, padroeira do Coral Rainha das Américas que dirigi e minha padroeira também. Sempre observo as igrejas em busca de sua imagem e aqui já encontrei três: na igreja de São José da Montanha, na igreja dos Jerônimos e na de santo André. Igualmente, em Badajoz, havia um quadro na igreja de San Agustín.

Aliás, a Virgem de Guadalupe espanhola é uma devoção muito popular por aqui e há uma cidade e um mosteiro com este nome na província de Cáceres. Por isso, quando o bispo frei Zumárraga escutou o índio dizer o nome da Senhora que lhe havia entregue as rosas, por associação de fonemas o interpretou como Guadalupe.

   



    Mas toda essa introdução é para contar sobre a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe em Madri. O templo foi projetado em 1962 por Félix Candela, Enrique de la Mora, José Ramón Azpiazu and José Antonio Torroja, e construída entre 1963 e 1965. Não pude entrar na igreja principal e tive que me contentar em visitar a linda capela redonda, com uma bela imagem da Vigem Morena rodeada por rosas (muito apropriado).

         Outro dado digno de nota, enquanto não entro na igreja, é comentar que durante sua primeira visita â Espanha,em  31 de outubro de 1982 o Papa João Paulo II esteve nesta paróquia e presidiu um ato eucarístico na rua organizado pela Adoração Noturna Espanhola. No mais, feliz dia de Nossa Senhora de Guadalupe para todos!


domingo, 1 de dezembro de 2013

Monumento a Calvo Sotelo

Olá, queridos!

       
No paseo de la Castellana, em frente a plaza de Castilla, quando Madri deixa de ser Madri para se transformar em uma grande cidade como outra qualquer está o monumento a Calvo Sotelo. Este foi um advogado e político que chegou a ministro da Fazenda e grande inimigo da República que havia se instalado na década de 30 na Espanha. De tanto discursar contra o regime teve sua casa invadida e foi "convidado" a dar um passeio e nunca mais voltou. Cinco dias depois estourava a guerra civil e, posteriormente, os vencedores recuperariam sua figura com esta escultura em 1960.

 








  A escultura feita de cimento branco e localizada em meio a um espelho d'água, representa um homem sentado, quebrando uma corrente com as mãos e com a cabeça inclinada e concentrado na tarefa.Ao seu lado, painéis representando uma procissão funerária e pessoas velando o corpo de um homem inanimado. Seria o cadáver do homenageado que foi abandonado no cemitério de Almudena? Também há uma escultura de mulher que chora levando às mãos à cabeça.












Polêmicas à parte de manter um conjunto escultórico daquele que é considerado o primeiro mátir do regime franquista, o documento sofreu com a construção das torres Kio e da torre Calatrava, pois o entorno ficou bastante descaracterizado. É a típica situação onde a emenda saiu pior que o soneto...

Para mais informações turísticas sobre Madri acesse: www.rumoamadrid.com.br
     

domingo, 24 de novembro de 2013

Azeite

Olá, queridos!

       
  Estava eu feliz e contente indo para o trabalho quando vi um desses carrinhos de ambulantes. Pausa: aqui em Madri é proibidissimo vender comida na rua. Não se vê sequer um carrinho cachorro-quente nas esquinas. Somente no outono inverno se vendem castanhas e milho. Continuemos. Atrás um jovem todo engomadinho convidando os passantes para provar diferentes tipos de azeite. Como já estava em cima da hora não parei, mas no dia seguinte encontrei um carrinho similar na plaza Colón e experimentei o bendito óleo do fruto das oliveiras.

          Oh, espanto total!! Assim como as uvas, as olivas tem distintas espécies e cada uma vai produzir um tipo diferente de óleo. Não quero nem entrar no mérito de métodos de prenssagem e armazenamento. Bem, descobri que há quatro tipo de olivas na Espanha: arbequina, coricabra, picual e hojiblanca. Gostei mais do primeiro, pois me pareceu bem forte. Também descobri que as tais barraquinhas eram uma iniciativa do governo espanhol para promover os produtos da terra que ficarão nas ruas de 21 de novembro a 14 de dezembro. Bela iniciativa!

Para mais informações turísticas sobre Madri: www.rumoamadrid.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Santos pelas ruas

Olá, queridos!

       
Dizem que no Rio de Janeiro dos tempos coloniais e imperais havia tantos oratórios, ermitas e altares pelas ruas e casas que uma pessoa poderia passar a vida toda rezando diante de cada imagem. Uma cidade que mantém esta profusão é Ouro Preto, em Minas Gerais e acredito que outras lugares do interior também (se você souber de alguma os comentários estão aí ao seu dispor).
   




Descobri que as ruas de Madri também foram pródigas em imagens sacras e seja pelos governos de esquerda, seja pela mudança de hábitos poucas chegaram ao séc. 21. Por isso, encontrar a Virgem "La Dolorosa" na esquina da calle de Vergara e a praça dos Ramales foi uma grata surpresa. A foto não está boa, reconheço, mas olhando bem, ficou mais interessante mostrar a iluminação que ela recebe durante a noite. Que Ela nos proteja!

domingo, 17 de novembro de 2013

Cine Benlliure

Olá, queridos!

         
 Atualmente, na Espanha, há uma grande discussão sobre o destino do cinema nacional pós-crise. O governo anunciou cortes para as produções cinematográficas e várias salas de bairro já fecharam as suas portas. Este último fenômeno não é exclusividade espanhola.Assistimos também no Rio os lindos cinemas serem transformados em igrejas evangélicas, lojas ou simplesmente derrubados.

         



Um cinema que está sendo reformado novamente é o cine Benlliure, na calle Alcalá. O nome é em homenagem ao escultor so século 19 Mariano Benlliure e ainda é possível ver o letreiro no alto do prédio. Inaugurado em 1954, a construção em estilo art-decó, tem sua entrada na esquina, com colunas e degraus, como costumavam ser as salas de projeção desta época. O cinema foi fechado em 2007 e transformado em livraria. Agora, anunciam sua conversão em loja esportiva. Vamos ver o quanto da arquitetura original será respeitada, tal qual fizeram com o cine Salamanca.

Para mais informações turísticas sobre Madri:
http://www.rumoamadrid.com.br/site/

sábado, 16 de novembro de 2013

Dom Juan de Borbón y Battenberg

Olá, queridos!

 
Nas minhas pesquisas para fazer o post sobre o busto de Goya acabei descubrindo que o autor, Victor Ochoa, é o mesmo que esculpiu o busto de dom Juan de Borbón y Battenberg, pai do atual, rei Juan Carlos I. A cabeça tem sete metros, cinco toneladas de peso e foi inaugurada no dia 27 de junho de 1994 pertinho do parque Juan Carlos I. Na base, a assinatura do homenageado e a curiosidade de estar voltada para a direção sul, onde está o mar tão querido por ele. A obra tem os mesmos rasgos dramáticos do rosto de Goya. O artista soube captar muito bem o estresse que foi para dom Juan ter sido pretendente do trono durante quarenta anos para finalmente ter que abdicá-lo em favor do filho.

Para mais informações turísticas sobre Madri: www.rumoamadrid.com.br

domingo, 10 de novembro de 2013

O cavalo de Espartero



Olá, queridos!



Junto a uma das entradas do parque do Retiro, próxima a igreja de san Benito e san Manuel, o general Espartaro está ali, vigiando do alto de seu cavalo, o trânsito e a boa ordem da cidade. O militar tem um currículo extenso: lutou no Peru, na Espanha durante as guerras carlistas para assegurar o trono a Isabel II, participou do conselho de Estado, foi regente enquanto a princesa não completava a maioridade. Por fim, foi o único militar espanhol a ser agraciado com um título de príncipe e ser tratado como Alteza Real; aliás, a rua Príncipe de Vergara está colada ao monumento.


Porém, tanta labuta serviu pouco para manter sua memória. No século 21, Espartero é mais lembrado pelo seu cavalo, melhor dizendo, pelo cavalo onde está montado. Parece que o escultor, Pablo Gibert Roig, teria exagerado nos atributos masculinos do equino e isso gerou um ditado muito popular na Espanha. Quando uma pessoa mostra muita coragem e valentia se costuma dizer que ela tem "los cojones (o más cojones) que el caballo de Espartero". Lamento, mas não foi possível chegar mais perto e comprovar o tamanho do dito-cujo.

Para mais informações turísticas sobre Madri acesse: www.rumoamadrid.com.br

Greve de lixeiros

Olá, queridos!

           
Não greve mais incômoda que as dos profissionais de limpeza urbana. As de transporte provocam a imobilidade e as dos bancos, dor de cabeça. As de professores, nada. Madri vive hoje o quarto da greve dos lixeiros e esta não tem data para acabar. O resultado já é visível: lixeiras transbordando e muita sujeira na calçada. Mas o pior é que os próprios trabalhadores se encarregam de espalhar toda a porcaria. Para quê, gente? A paralisação de vocês transtorna a vida de todos democraticamente. Não é preciso mais.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Salsicha com batata

Olá, queridos!

        A foto não é atual, mas com nosso novo empreendimento "Rumo a Madrid" acontecendo, estou desenterrando fotos antigas e vendo que deixei de mostrar algumas coisas pra vocês. Como já comentei, a Real Academia Espanhola ainda não registrou a palavra "colesterol", nem "gordura". Prova disso é uma gulodice que atende por salsicha com batatas. Ora, direis, isso tem em todo lugar! Mas com a quantidade absurda de gordura e para completar, maionese, não tinha visto. Claro que é uma delícia e proibidíssimo para quem problemas de coração.

             

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Muçulmanos em Madri

Olá, queridos!

       Morar na Europa é conviver com distintas culturas no mesmo metro quadrado. Sei que no Brasil temos muita diversidade cultural, mas as características de cada povo já estão tão plasmadas em nosso sangue que nem nos damos mais conta das diferenças. Um dos povos que mais chama a atenção, especialmente pelo que diz respeito as vestimentas femeninas, são os seguidores do profeta Maomé.

     
Na Espanha, a imigração oriunda dos países islâmicos se faz presente em muitas cidade e Madri, por ser a capital, concentra o maior número de habitantes desta religião. Em recente estudo publicado pelo "Observatório Andalusi", constata-se que a metade vem do Marrocos, seguidos por paquistaneses e senegaleses; e que os mulçumanos representam 3% da população espanhola. Desta forma, não é possível falar de uma identidade única entre esses muçulmanos.

     


Em Madri, os muçulmanos se concentram principalmente no bairro de Lavapiés sendo comuns os açougues especializados em vender carne abatida segundo o preceito islâmico e as lojas de doces de amêndoas. De todas as maneiras o lugar não chega a ser um gueto, pois foi também o bairro escolhido pelos indianos para morar e vemos lado a lado restaurantes indianos e africanos, por exemplo. 

       




Outro bairro que concentra a população muçulmana é Cuatro Caminos onde se fica a mesquita central. É um prédio simples, de quatro andares, onde também funciona um açougue, creche e biblioteca. O edifício foi concluído em 1988 quando não havia a paranoia de associar todo muçulmano ao terrorismo. Além dela, existe a "mesquita da M-30", pois uma das entradas está voltada para esta rodovia, em cidade Lineal (apesar do nome trata-se de um bairro madrilenho), onde funciona o Centro Cutural Islâmico. Outro polo cultural em Madri é a Casa Árabe, que assim como suas congêneres "Casa de América" e "Casa Ásia", tem como objetivo promover exposições, debates, festivais de cinema e a literatura desses países.
       

         
Adicionar legenda
Em relação as mulheres chama atenção pelo uso de véus que cobrem a cabeça, calças com batas largas. Praticamente não existem mulheres que vestem burka ou se cobrem de negro como em outros países. Aqui, as muçulmanas deixam ver os rostos e se são jovens, quase sempre estarão maquiadas.

        Como é a convivência dos muçulmanos e espanhóis? Bem, quase a metade já é espanhola, pois já nasceu aqui. No entanto, isso não basta para serem aceitos pelo resto da sociedade e claro que existem muitas reações em contra a esta comunidade por parte dos espanhóis e de outros grupos. Com a crise, a animosidade tende a aumentar, pois as oportunidades de emprego diminuíram para todos, nacionais ou imigrantes. Entretanto, parece sintomático que ultimamente, qualquer comunidade islâmica que deseja ampliar sua mesquita tem sempre a permissão negada ou postergada pelos motivos mais variados. Um eco da vida pós 11/09 e pós 11/03 que ainda pesa na Espanha.

  
            

domingo, 27 de outubro de 2013

Parque de Berlim

Olá, queridos!

         

Tenho vários sonhos na vida e um deles, certamente, é conhecer o que restou do Muro de Berlim. Mal sabia que aqui em Madri seria possível realizá-lo, sem ter que tomar uma cerveja com a Angela Merkel. Neste lindo dia de outono visitei o parque de Berlim, inaugurado em 1967, que desde 1990 abriga três pedaços do muro.

           





 
 Além disso, o jardim é super agradável, povoado de árvores lindas, um auditório para atrações musicais, brinquedos para crianças e um monumento a outro amigo meu, Beethoven. O busto do compositor está posto em um piano. Quando fui dois pimpolhos tentavam deslocá-los e pelo visto iriam conseguir. Assim a foto não ficou muito boa.

             




Madri e Berlim também compartem o mesmo símbolo. Se aqui temos o urso e o madronho, a cidade alemã tem o urso de pé mostrando as patas numa atitude de poucos amigos. Queria só ver os dois abraçadinhos...

www.rumoamadrid.com.br

sábado, 26 de outubro de 2013

Paróquia Virgem Peregrina

Olá, queridos!

         
 No Brasil é grande a devoção por Nossa Senhora de Fátima. Afinal, os patrícios souberam nos transmitir a devoção a sua padroeira; porém, aqui na Espanha, o povo reza mesmo para Nossa Senhora do Pilar ou do Carmem. Assim é raro encontrar uma igreja que tenha a imagem da Virgem de Fátima. Madrileando por aí encontramos a paróquia Virgem Peregrina, que sob os cuidados do Missionários Oblatos de Maria Imaculada, venera uma linda imagem de Nossa Senhora de Fátima.

         








Os Missionários estão em Madri desde 1882 e já tem no seu currículo 22 mártires que sucumbiram na guerra civil mais precisamente em Pozuelo de Alarcón. O templo data de 1943 e é muito simples, com os típicos tijolinhos e torre única. O interior é uma surpresa, pois em um país tão pictórico como a Espanha, nesta igreja as pinturas são quase naif. Coloridas e desenhadas com simplicidade, fazem dali um lugar único de oração.











terça-feira, 22 de outubro de 2013

Perón em Madri

Olá, queridos!

       
Ontem falamos de Eva Perón, sua estátua e o jardim com seu nome. Mas e o marido? Pois este também tem estátua, jardim e avenida com o seu nome. Tantas lembranças tem seu motivo. Afinal, além de ter ajudado a Espanha em 1947, Perón ficaria exilado aqui até a década de 70, se casaria com Isabelita e articularia a sua volta à Argentina. Aliás, a última esposa do general vive até hoje em Madri e segundo dizem, leva uma vida discreta.

      O jardim é pequeno, mas charmoso e conta com área para totós, brinquedos para crianças e restaurantes com varandas no verão. E, claro, lá está o general uniformizado, desde 1975, por obra do escultor Agustín de la Herrán, vigiando o trânsito.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Parque Eva Perón

Olá, queridos!

         
Depois da II Guerra Mundial, a Espanha estava mal e pagou caro pela "neutralidade" durante o conflito. Sem contar, inicialmente, com a ajuda do Plano Marshall,  excluída da ONU e com problemas de abastecimento or causa de guerra civil, o país tinha poucos amigos a quem recorrer, pois os regimes de ideologias afins ao regime de Franco estavam derrotados, os EUA e meio mundo ocidental lhe viravam a cara e não seria aos comunistas que o General iria solicitar ajuda.

       



Porém, do outro lado do oceano, estava a salvação. Da Argentina, outro general, Perón, mandou trigo e sua esposa, Evita, para tirar a Madre Pátria do atoleiro e, assim, buscar legitimidade internacional ao seu regime. A visita de Eva Perón foi um sucesso. As multidões foram às ruas, foi recebida pelo supra sumo do regime franquista que não a suportava, mas tinha que engoli-la. Há uma pequena reportagem sobre a visita, feita pela TV argentina, muito interessante.

         



Para comemorar o cimquentenário da visita, um grupo de admiradores, ergueu um monumento no jardim onde se encontrava a finca dos Nogueras, comprado pela prefeitura em 1951. O parque tem apenas um hectar, mas fontes, muitas árvores, áreas para os pequenos brincarem e para os idosos se exercitarem. Também há um espaço com quadra de futebol e mesa de ping-pong. Lamentavelmente, o busto estava vandalizado. Não sou muito fã da moça, mas me dá pena quem não sabe conviver com as diferenças e estragar uma obra de arte.


Em tempo: o projeto do monumento é de Domingo Frega Rausa.

sábado, 19 de outubro de 2013

Torres Kio

Olá, queridos!

             
Mais uma incursão pela modernidade em Madri. Vá lá, não sou fã de arranha-céus, pois eles existem em qualquer lugar do mundo e para mim são o símbolo da arrogância do dinheiro. Mas já que eles existem e dificilmente são ignorados vamos conhecer alguns como as primeiras torres inclinadas localizadas no final do Paseo da Castellana, as torres KIO.

           





 Elas foram construídas nos bons tempos, em 1997, quando se respirava otimismo por estas terras. Com 114 metros e 26 andares, a construção foi retratada em filmes como "Carne Trêmula", de Pedro Almodóvar, simbolizando a bonança da época. Na verdade, o nome das torres é "Puerta de Europa I e II", mas todo mundo as chama de torres KIO (de Kuwait Investmens Office) por ter sido esta construtura que levou a cabo o empreendimento. Como diso se, não sou muito fã, mas que elas impressionam, impressionam!







sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estação de Chamberí

Olá, queridos!

         

Quando as primeiras estações e metrô surgiram as pessoas receavam entrar por conta da escuridão. Antonio Palacios, arquiteto, idealizou uma solução interessante: cubrir as paredes de azulejos brancos para que refletissem a incipiente luz elétrica  e assim conquistar aos mais medrosos. Com o tempo, a crescente comunicação de massas descobriu que além de transportar pessoas, o novo veículo também era um ótimo meio de anunciar seus produtos e cobriu os azulejos das estações com elaborados "reclames".        

     
  Como sei tudo isso? Porque conhecei a famosa estação de Chamberí - a estação fantasma - que era uma das sete estações do metrô de Madri, em 1919. Quando resolveram ampliar as plataformas das estações na década de 60, concluiram que seria impossível fazê-lo em Chamberí, por ser uma estação em curva.O que foi ruim a princípio acabou se tornando um testemunho ocular da história, pois além de conservar o traçado da época, também se depara com o mobiliário antigo e com a iluminação da época.

     









 Durante a guerra civil, Chamberí serviu de abrigo para a população esconder alimentos e a si mesma. O epíteto de fantasma vem depois do seu fechamento quando o local foi sendo ocupado por mendigos e tribos urbanas. Como o trem ainda passa por ali, mas a estação estava fechada ao público, os novos moradores se encarregaram de espalhar que era um trem-fantasma. Aterrorizante ou não a visita é uma excelente oportunidade de conhecer in loco um pouco mais de Madri.