Olá, queridos!
Nas minhas pesquisas para fazer o post sobre o busto de Goya acabei descubrindo que o autor, Victor Ochoa, é o mesmo que esculpiu o busto de dom Juan de Borbón y Battenberg, pai do atual, rei Juan Carlos I. A cabeça tem sete metros, cinco toneladas de peso e foi inaugurada no dia 27 de junho de 1994 pertinho do parque Juan Carlos I. Na base, a assinatura do homenageado e a curiosidade de estar voltada para a direção sul, onde está o mar tão querido por ele. A obra tem os mesmos rasgos dramáticos do rosto de Goya. O artista soube captar muito bem o estresse que foi para dom Juan ter sido pretendente do trono durante quarenta anos para finalmente ter que abdicá-lo em favor do filho.
Para mais informações turísticas sobre Madri: www.rumoamadrid.com.br
sábado, 16 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Goya
Olá, queridos!
Goya não nasceu em Madri, mas foi nesta cidade que ele se fez famoso. Nada mais justo que receba homenagens dando nome a ruas, estações de metrô, lojas, etc. Também há estátuas como a que fica no museu do Prado esculpida em 1902, por Mariano Benlliure. Lugar correto, pois ali se encontram várias obras do pintor.
Por ocasião do anivesário de 250 anos de nascimento do artista, Goya foi contemplado com um busto feito pelo escultor Victor Ochoa. Belo trabalho que o mostra com traços mais dramáticos e mesmo atormentados. A peça foi inaugurada em 1998 e está na confluência das calle Goya e Alcalá, e é posssível chegar ali pela estação Goya. Uma verdadeira overdose goyanesca.
Mais informações sobre Madri: www.rumoamadrid.com.br
Goya não nasceu em Madri, mas foi nesta cidade que ele se fez famoso. Nada mais justo que receba homenagens dando nome a ruas, estações de metrô, lojas, etc. Também há estátuas como a que fica no museu do Prado esculpida em 1902, por Mariano Benlliure. Lugar correto, pois ali se encontram várias obras do pintor.
Por ocasião do anivesário de 250 anos de nascimento do artista, Goya foi contemplado com um busto feito pelo escultor Victor Ochoa. Belo trabalho que o mostra com traços mais dramáticos e mesmo atormentados. A peça foi inaugurada em 1998 e está na confluência das calle Goya e Alcalá, e é posssível chegar ali pela estação Goya. Uma verdadeira overdose goyanesca.
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domingo, 10 de novembro de 2013
O cavalo de Espartero
Olá, queridos!
Junto a uma das entradas do parque do Retiro, próxima a igreja de san Benito e san Manuel, o general Espartaro está ali, vigiando do alto de seu cavalo, o trânsito e a boa ordem da cidade. O militar tem um currículo extenso: lutou no Peru, na Espanha durante as guerras carlistas para assegurar o trono a Isabel II, participou do conselho de Estado, foi regente enquanto a princesa não completava a maioridade. Por fim, foi o único militar espanhol a ser agraciado com um título de príncipe e ser tratado como Alteza Real; aliás, a rua Príncipe de Vergara está colada ao monumento.
Porém, tanta labuta serviu pouco para manter sua memória. No século 21, Espartero é mais lembrado pelo seu cavalo, melhor dizendo, pelo cavalo onde está montado. Parece que o escultor, Pablo Gibert Roig, teria exagerado nos atributos masculinos do equino e isso gerou um ditado muito popular na Espanha. Quando uma pessoa mostra muita coragem e valentia se costuma dizer que ela tem "los cojones (o más cojones) que el caballo de Espartero". Lamento, mas não foi possível chegar mais perto e comprovar o tamanho do dito-cujo.
Para mais informações turísticas sobre Madri acesse: www.rumoamadrid.com.br
Greve de lixeiros
Olá, queridos!
Não greve mais incômoda que as dos profissionais de limpeza urbana. As de transporte provocam a imobilidade e as dos bancos, dor de cabeça. As de professores, nada. Madri vive hoje o quarto da greve dos lixeiros e esta não tem data para acabar. O resultado já é visível: lixeiras transbordando e muita sujeira na calçada. Mas o pior é que os próprios trabalhadores se encarregam de espalhar toda a porcaria. Para quê, gente? A paralisação de vocês transtorna a vida de todos democraticamente. Não é preciso mais.
Não greve mais incômoda que as dos profissionais de limpeza urbana. As de transporte provocam a imobilidade e as dos bancos, dor de cabeça. As de professores, nada. Madri vive hoje o quarto da greve dos lixeiros e esta não tem data para acabar. O resultado já é visível: lixeiras transbordando e muita sujeira na calçada. Mas o pior é que os próprios trabalhadores se encarregam de espalhar toda a porcaria. Para quê, gente? A paralisação de vocês transtorna a vida de todos democraticamente. Não é preciso mais.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Salsicha com batata
Olá, queridos!
A foto não é atual, mas com nosso novo empreendimento "Rumo a Madrid" acontecendo, estou desenterrando fotos antigas e vendo que deixei de mostrar algumas coisas pra vocês. Como já comentei, a Real Academia Espanhola ainda não registrou a palavra "colesterol", nem "gordura". Prova disso é uma gulodice que atende por salsicha com batatas. Ora, direis, isso tem em todo lugar! Mas com a quantidade absurda de gordura e para completar, maionese, não tinha visto. Claro que é uma delícia e proibidíssimo para quem problemas de coração.
A foto não é atual, mas com nosso novo empreendimento "Rumo a Madrid" acontecendo, estou desenterrando fotos antigas e vendo que deixei de mostrar algumas coisas pra vocês. Como já comentei, a Real Academia Espanhola ainda não registrou a palavra "colesterol", nem "gordura". Prova disso é uma gulodice que atende por salsicha com batatas. Ora, direis, isso tem em todo lugar! Mas com a quantidade absurda de gordura e para completar, maionese, não tinha visto. Claro que é uma delícia e proibidíssimo para quem problemas de coração.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Muçulmanos em Madri
Olá, queridos!
Morar na
Europa é conviver com distintas culturas no mesmo metro quadrado. Sei que no
Brasil temos muita diversidade cultural, mas as características de cada povo já
estão tão plasmadas em nosso sangue que nem nos damos mais conta das
diferenças. Um dos povos que mais chama a atenção, especialmente pelo que diz
respeito as vestimentas femeninas, são os seguidores do profeta Maomé.
Na Espanha, a imigração oriunda dos países islâmicos se faz presente em muitas cidade e Madri, por ser a capital, concentra o maior número de habitantes desta religião. Em recente estudo publicado pelo "Observatório Andalusi", constata-se que a metade vem do Marrocos, seguidos por paquistaneses e senegaleses; e que os mulçumanos representam 3% da população espanhola. Desta forma, não é possível falar de uma identidade única entre esses muçulmanos.
Em Madri, os muçulmanos se concentram principalmente no bairro de Lavapiés sendo comuns os açougues especializados em vender carne abatida segundo o preceito islâmico e as lojas de doces de amêndoas. De todas as maneiras o lugar não chega a ser um gueto, pois foi também o bairro escolhido pelos indianos para morar e vemos lado a lado restaurantes indianos e africanos, por exemplo.
Outro bairro que concentra a população muçulmana é Cuatro Caminos onde se fica a mesquita central. É um prédio simples, de quatro andares, onde também funciona um açougue, creche e biblioteca. O edifício foi concluído em 1988 quando não havia a paranoia de associar todo muçulmano ao terrorismo. Além dela, existe a "mesquita da M-30", pois uma das entradas está voltada para esta rodovia, em cidade Lineal (apesar do nome trata-se de um bairro madrilenho), onde funciona o Centro Cutural Islâmico. Outro polo cultural em Madri é a Casa Árabe, que assim como suas congêneres "Casa de América" e "Casa Ásia", tem como objetivo promover exposições, debates, festivais de cinema e a literatura desses países.
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Como é a convivência dos muçulmanos e espanhóis? Bem, quase a metade já é espanhola, pois já nasceu aqui. No entanto, isso não basta para serem aceitos pelo resto da sociedade e claro que existem muitas reações em contra a esta comunidade por parte dos espanhóis e de outros grupos. Com a crise, a animosidade tende a aumentar, pois as oportunidades de emprego diminuíram para todos, nacionais ou imigrantes. Entretanto, parece sintomático que ultimamente, qualquer comunidade islâmica que deseja ampliar sua mesquita tem sempre a permissão negada ou postergada pelos motivos mais variados. Um eco da vida pós 11/09 e pós 11/03 que ainda pesa na Espanha.
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