sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pau

Olá, queridos !!

         Fomos à França e visitamos Pau. Antes que vocês façam alguma piadinha esclareço que a pronúncia francesa da palavra é "pô". A cidade foi nossa primeira parada em um total de 10 que visitamos entre a França e a Espanha. Nos próximos dias conto um pouco mais sobre a aventura de viajar pela primeira vez de carro para a França com o pimpolho de 7 meses.

         Pau é um lugar que muitos diriam que não vale a pena visitar. Mas já escutei isso tantas vezes que nem levo mais em consideração. Claro que não recomendo a ficar ali mais de dois dias, mas dizer que não se deva conhecê-la vai uma distância imensa. Pau é a terra natal do rei Henrique IV - o protestante que virou católico porque "Paris bem vale uma missa" - do Tour de France e de Jean-Charles Bernadotte, general de Napoleão que virou rei da Suécia-Noruega.

        Como se não bastasse os ilustres moradores ainda tem um interessante museu de Belas-Artes que vai agradar em cheio quem gosta de arte do século 19 (como eu!). No mais, é andar por suas ruas, o funicular, entrar nas igrejas neogóticas e degustar a culinária francesa, bien sûr!

           Preparados? Começo com o castelo de Henrique IV, filho ilustre do lugar.

Para mais informações turísticas: www.rumoamadrid.com.br

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tremendo!

Olá, queridos!

     O portunhol sempre ataca. Por mais que o ser humano tenha se acostumado a pedir tomar um café em taza e beber um vinho em uma copa; usar o verbo "ter" para dizer que "tem fome" por mais dramático que isso possa parecer. Não tem jeito. Lá está o portunhol à espreita, para deixar você embaraçada e não embarazada, por favor!

     Sábado foi aniversário de um amigo querido. Lá fomos nós com o pimpolho, pois muitos ainda não o conheciam. Chega o amigo do amigo - com os filhos também - e ao ver a nossa cria manda todo sorridente:

           - ¡Está tremendo!

           Ai, meu Deus! Tremendo? Será febre? Bem que eu achava que a gente não devia ter saído nesse frio. E agora? Socorro! Liguem para a pediatra!

            Estava procurando a causa da tremedeira examinando o pequeno quando me toquei. Tremer em espanhol pode ter o mesmo significado que em português, mas a palavra mais usada é temblar. Tremendo, no gerúndio, se usa para dizer que uma pessoa é muito legal, muito lindo. Remete ao "tremendão" Erasmo Carlos.

             Foi inevitável. Ri sozinha, mas disfarcei e consegui dizer um "gracias". Tremendo de orgulho, claro.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cozido Madrilenho

Olá, queridos !

 Dias frios, o melhor é comida quentinha e pesada como o cozido madrilenho. Sim, porque aqui as estações do ano determinam o cardápio. Os espanhóis acham um absurdo quando digo que feijoada é degustada no verão ! Aliás, com a proximidade do Carnaval aparecem as ofertas de feijoadas para promover as escolas de samba, blocos e agremiações. Sem falar que é tradição nos restaurantes do Rio prepararem o prato às sextas-feiras quando o pessoal já está com vistas no fim de semana. Tal qual a feijoada descobri que o cozido também é servido em dias específicos por estas terras a fim de atrair mais clientes. Não somos tão diferentes assim...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sobre a neve e outras angústias

Olá, queridos!

       
Hoje foi a primeira neve em Madri neste frio, chuvoso e escuro inverno. Quem mora em uma latitude mais alta vai rir de mim e dizer que não foi nada, apenas água gelada. Para mim, porém que venho de uma latitude baixa qualquer floco branquinho é motivo para comemorar. Por isso fiquei muito feliz quando a temperatura marcou 1 grau pela manhã e logo em seguida começou a nevar.

     









  Também hoje descobri o que me angustia na neve. Ao contrário da chuva que faz barulho, a neve é silenciosa. Vai caindo de mansinho, sem ruído; também não deixa a terra cheirosa, nem faz os passarinhos cantarem, nem as plantas mais brilhantes. Se a neve não cai em quantidade é frustrante e o que resta é lama. Se cai muita, as estradas fecham, o trânsito fica um inferno. mas ao menos o povo pode fazer bonecos de neve e guerra de bola (algo cada vez mais raro por aqui). Sei não. Acho que esse inverno está sendo longo demais para mim.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Igreja de Santo Inácio de Loyola

Olá, queridos !


Finalmente consegui entrar na igreja de Santo Inácio de Loyola, no Bairro das Letras e o fiz em grande estilo, ou como se diz aqui, pela "puerta grande".

         








Todo primeiro sábado do mês, o bairro das Letras promove o "Mercado de las Ranas" assim chamado porque havia muitas rãs naquela região. Assim, os comerciantes expõem suas mercadorias na rua, alguns abrigam esquetes teatrais e a igreja participou proporcionando um concerto de bandoneón e clarinete com o Garaiz Ensemble. 

           
A igreja foi fundada em 1665 e pertence a Real Congregação de Naturais e Oriundos das Três Províncias Vascongadas. Por isso, mais que um templo, serve também de ponto de encontro da comunidade vasca em Madri, realizando, inclusive, missas em euskera. Aliás, a escolha do santo titular não é arbitrária, pois santo Inácio vem de Loyola, no País Vasco.

         




 Se a fachada da igreja é simples, o interior acompanha o estilo. Três enormes imagens dos anos 40 dominam a nave e o altar: santo Inácio, a Virgem de Begoña e são Prudêncio. Há poucos altares laterais e nos nichos estão inscrições ora em euskera, ora em castellano, marcando alguma data histórica. Além disso, na parede encontram-se os brasões das distintas províncias vascas.

Se a igreja não tem nada de especial em relação a sua arquitetura ou obras sacras, ao menos abre suas portas para acolher apresentações musicais de coros ou grupos cujos membros vem desta comunidade autônoma. Que bom!

Para mais informações turísticas: www.rumoamadrid.com.br

       

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sufixos

Olá, queridos !

 
 Madrileando por aí e sempre me supreendendo com o idioma castelhano. Como aqui o povo ainda conserva as tradições e compra cada coisa em seu devido lugar nada mais justo que mostrar pra vocês um pouco deste comércio. Padaria só vende pão, ok ? "Salchicheria" vende salsicha e demais embutidos.








Como aqui é frio e a mulherada ainda usa casaco de pele, nada mais justo que lojas especializadas na mercadoria. E como se chama? "Peleteria"! Há aquelas que oferecem frigoríficos para guardar os abrigos das madames durante o tórrido e seco verão madrilenho.








Por fim, vivendo e aprendendo. Qual o nome da loja especializada no comércio de objetos de cera? Ora, "cereria" ! Descobri uma loja destas perto da Basílica Jesus de Medinaceli. Ali está a Cereria de Jesus. Muito que aprender por aqui...

Para mais informaçõe turísticas: www.rumoamadrid.com.br

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O vendedor da ONCE

Olá, queridos!

     
Madrileando por aí descobrimos a recém-inaugurada escultura "O vendedor da ONCE" no bairro das Letras. "ONCE" é a sigla em espanhol para a Organização Nacional de Cegos e aqui na Espanha quem vende as loterias, geralmente, são os deficientes visuais. O objetivo da entidade é lutar pelo direito dessas pessoas, promover o acesso ao mercado laboral e integrá-las à sociedade. E dá certo, pois a organização cumpriu 75 anos em 2013 e "ganhou" de presente de aniversário o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia. Justíssimo.

A autoria do monumento é de Santiago de Santiago, natural de Ávila. Por Madri encontramos exemplos de seu trabalho como "La Violetera" e na praça dos Amigos.