Olá, queridos !!
O que não falta na Espanha são castelos bonitos para a alegria de meninos e meninas de todas as idades. Em Cuenca, por exemplo, está localizado o castelo de Belmonte. Construído no final do século 15 por Juan Pacheco a fim de marcar posição em uma provável guerra de sucessão à coroa de Castela. Além de fortaleza, o nobre quis embelezar sua residência com tetos ricamente trabalhados com motivos de animais, vegetais e os escudos da nobreza.
Quando a pólvora foi inventada e tornou os castelos e suas muralhas obsoletos, o lugar também foi abandonado. No século 19, a então herdeira de Pacheco e também imperatriz da França Eugenia de Montijo, manda reformar o castelo. Quando a monarquia francsa é derrotada, as obras param e o castelo se torna um convento ocupado pelos dominicanos.
Tudo isso e muito mais pode ser aprendido em uma visita ao castelo de Belmonte. Há um vídeo explicativo, materiais didáticos ao longo das salas e ainda é possível contemplar a coleção de armaduras, réplicas de armas da época e andar pelas muralhas do castelo. Ainda tive o privilégio de poder estar ali por ocasião do campeonato de Combate Medieval onde vi lutas e ainda havia muita gente a caráter, bem como tendas e comidas típicas. Mais túnel do tempo, impossível!
www.rumoamadrid.com.br
sábado, 10 de maio de 2014
O primeiro bullying do pimpolho
Olá, queridos!
Meu filho sofreu o primeiro bullying. Mas foi engraçado e, como ele tem 10 meses, não deixará sequelas.
Tudo começou em uma linda tarde de sol em que resolvi dar um passeio com ele no parque do Retiro. Como estava calor resolvi fazer o que toda mãe tropical faz: deixei-o sem camisa. Ao voltar para casa não estava soprando aquele maldito ventinho madrilenho e ele ficou de peito de fora mesmo. Eram umas cinco da tarde, hora que a criançada sai da escola e duas quadras antes de chegar em casa, um cotoquinho de gente, pergunta para meu filho:
- Mas porque você está sem camisa?
Explico - mas o menino nem olha para mim - que estava fazendo calor e por isso ele não vestia nada. O menino olha para sua babá e suspira: Mas o bebê está sem camisa! Pensei que fosse só uma observação de criança esperta quando avisto dois garotões de uns 10 anos, aquela idade irritante em que já pensam que tem direito de alguma coisa na vida. Os dois gesticulavam, apontavam para o pimpolho e riam. Quando cruzamos os dois mandam:
- Ah! Ele tem tetas!
Entre passar um sermão e rir fiquei com o último. Mas a observação deles foi certeira e me fez lembrar que em Madri pode estar o calor que for que nenhum homem fica sem camisa. Nem as crianças! Mesmo nos parques jogando futebol e brincando todos estão vestidos. Se você encontrar algum homem de peito de fora, na maioria das vezes, serão estrangeiros do norte da Europa e não espanhóis. Cultural ? Pode ser. Viver no estrangeiro é isso. Que posso fazer se morava em um país tropical e com a praia ao lado de casa?
Pensei que as críticas já haviam terminado quando uma meninha, no colo do pai, disparou:
- O neném está sem camisa! Coitado!
Está decidido agora. Meu filho só vai ficar sem camisa na praia de Itacoatiara!
Meu filho sofreu o primeiro bullying. Mas foi engraçado e, como ele tem 10 meses, não deixará sequelas.
Tudo começou em uma linda tarde de sol em que resolvi dar um passeio com ele no parque do Retiro. Como estava calor resolvi fazer o que toda mãe tropical faz: deixei-o sem camisa. Ao voltar para casa não estava soprando aquele maldito ventinho madrilenho e ele ficou de peito de fora mesmo. Eram umas cinco da tarde, hora que a criançada sai da escola e duas quadras antes de chegar em casa, um cotoquinho de gente, pergunta para meu filho:
- Mas porque você está sem camisa?
Explico - mas o menino nem olha para mim - que estava fazendo calor e por isso ele não vestia nada. O menino olha para sua babá e suspira: Mas o bebê está sem camisa! Pensei que fosse só uma observação de criança esperta quando avisto dois garotões de uns 10 anos, aquela idade irritante em que já pensam que tem direito de alguma coisa na vida. Os dois gesticulavam, apontavam para o pimpolho e riam. Quando cruzamos os dois mandam:
- Ah! Ele tem tetas!
Entre passar um sermão e rir fiquei com o último. Mas a observação deles foi certeira e me fez lembrar que em Madri pode estar o calor que for que nenhum homem fica sem camisa. Nem as crianças! Mesmo nos parques jogando futebol e brincando todos estão vestidos. Se você encontrar algum homem de peito de fora, na maioria das vezes, serão estrangeiros do norte da Europa e não espanhóis. Cultural ? Pode ser. Viver no estrangeiro é isso. Que posso fazer se morava em um país tropical e com a praia ao lado de casa?
Pensei que as críticas já haviam terminado quando uma meninha, no colo do pai, disparou:
- O neném está sem camisa! Coitado!
Está decidido agora. Meu filho só vai ficar sem camisa na praia de Itacoatiara!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Atlético x Real Madri
Olá, queridos!
A esta altura todo mundo já sabe. Os grandes vencedores da Champions foram as cidades de Madri e Lisboa. A capital espanhola tem a honra de ver seus dois grandes times na final. Ganhe quem ganhe, a dúvida é saber se vão celebrar com Cibeles ou Netuno. Por sua parte, a capital lusa vai receber milhares de torcedores espanhóis o dia 24 de maio que vão ao jogo. Já não há mais vagas nos hotéis lisboetas e até as cidades vizinhas estão vendo seus quartos acabarem. Os preços da hospedagem dispararam, óbvio. Sem falar no torcedor que vai de ônibus, carro ou trem e voltará no mesmo dia.
Sei não. Estou acompanhando com muito interesse esta final. Já posso dizer que é melhor ser escolhido para uma final desta que ser sede de Copa do Mundo. Não é preciso incomodar os cidadãos, não há especulação imobiliária e os preços só disparam em um curto período de tempo. Os gastos com a segurança são mínimos e os torcedores deixam um dinheirinho. Ótimo negócio!
A esta altura todo mundo já sabe. Os grandes vencedores da Champions foram as cidades de Madri e Lisboa. A capital espanhola tem a honra de ver seus dois grandes times na final. Ganhe quem ganhe, a dúvida é saber se vão celebrar com Cibeles ou Netuno. Por sua parte, a capital lusa vai receber milhares de torcedores espanhóis o dia 24 de maio que vão ao jogo. Já não há mais vagas nos hotéis lisboetas e até as cidades vizinhas estão vendo seus quartos acabarem. Os preços da hospedagem dispararam, óbvio. Sem falar no torcedor que vai de ônibus, carro ou trem e voltará no mesmo dia.
Sei não. Estou acompanhando com muito interesse esta final. Já posso dizer que é melhor ser escolhido para uma final desta que ser sede de Copa do Mundo. Não é preciso incomodar os cidadãos, não há especulação imobiliária e os preços só disparam em um curto período de tempo. Os gastos com a segurança são mínimos e os torcedores deixam um dinheirinho. Ótimo negócio!
Brasileiras pelo mundo - pós-graduação na Espanha
Olá, queridos!
Mais um texto meu no Brasileiras pelo mundo. Para quem deseja saber mais sobre pós-graduação na Espanha é só clicar no logo abaixo:
Mais um texto meu no Brasileiras pelo mundo. Para quem deseja saber mais sobre pós-graduação na Espanha é só clicar no logo abaixo:
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Campeonato mundial de Combate Medieval
Olá, queridos!
Não, vocês não leram errado. Está sendeo disputado na Espanha a Copa do Mundo de Luta Medieval, masculina e feminina, no castelo de Belmonte, em Cuenca. Participantes da Alemanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Nova Zelândia, entre outros se reuniram no castelo de Belmonte, em Cuenca, para disputar modalidades de luta com lança, lança e escudo, espada entre outras. A competição pode ser individual, duplas ou em grupos de 3, 4 ou 5 atletas. O grande final acaba com a luta conhecida como "captura do rei" onde o objetivo é capturar e o "rei" do time adversário.
Mas como tudo isso surgiu? Bem, não é incomum nas cidades europeias fazerem recriações de batalhas medievais. Porém essas têm um caráter teatral, apesar da produção esmerada e apoio local. Esta competição é séria. Os combatentes tem que lutar com réplicas de armaduras e espadas conforme as especificações da época. O único detalhes é que as armas não tem fio e desta maneira a meta passa a ser derrubar o oponente e não matá-lo. Melhor assim.
Não, vocês não leram errado. Está sendeo disputado na Espanha a Copa do Mundo de Luta Medieval, masculina e feminina, no castelo de Belmonte, em Cuenca. Participantes da Alemanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Nova Zelândia, entre outros se reuniram no castelo de Belmonte, em Cuenca, para disputar modalidades de luta com lança, lança e escudo, espada entre outras. A competição pode ser individual, duplas ou em grupos de 3, 4 ou 5 atletas. O grande final acaba com a luta conhecida como "captura do rei" onde o objetivo é capturar e o "rei" do time adversário.
Mas como tudo isso surgiu? Bem, não é incomum nas cidades europeias fazerem recriações de batalhas medievais. Porém essas têm um caráter teatral, apesar da produção esmerada e apoio local. Esta competição é séria. Os combatentes tem que lutar com réplicas de armaduras e espadas conforme as especificações da época. O único detalhes é que as armas não tem fio e desta maneira a meta passa a ser derrubar o oponente e não matá-lo. Melhor assim.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Dani Alves
Olá, queridos!
Acho que todo mundo já está de saco cheio de comer banana, de ver o Dani Alver comendo a dita-cuja e de falar quão racistas são os espanhóis. Ah é ? Também acho. Concordo. Já perdi a conta das vezes que ouvi: "mas como você é brasileira se você é branca?" E por aí vai. Mas não menos que os brasileiros com a ressalva que os espanhóis são diretos e assumidos; e o racismo brasileiro, dissimulado. E ambos estão errados!
Hoje o jornal "Público" fez uma pesquisa e 86, 4% declarou que a Espanha era um país racista. Pergunte isso a um brasileiro - branco. óbvio - e ele vai dizer que não é racista e que inclusive tem amigos negros. Faça a mesma pergunta a um brasileiro negro e ele vai responder um sonoro sim.
Sinto muito, Daniel Alves, eu não sou macaco e você também não. Ao invés de ter comido a banana você deveria tê-la entregue ao bandeirinha ou a tirado de campo. Simples assim. Comendo a banana você só reforçou o insulto do imbecil que a jogou. Não insulte o país que te dá emprego e o time que te faz conhecido. O Brasil se vende também como país de primeiro mundo, oras.
www.rumoamadrid.com.br
Acho que todo mundo já está de saco cheio de comer banana, de ver o Dani Alver comendo a dita-cuja e de falar quão racistas são os espanhóis. Ah é ? Também acho. Concordo. Já perdi a conta das vezes que ouvi: "mas como você é brasileira se você é branca?" E por aí vai. Mas não menos que os brasileiros com a ressalva que os espanhóis são diretos e assumidos; e o racismo brasileiro, dissimulado. E ambos estão errados!
Hoje o jornal "Público" fez uma pesquisa e 86, 4% declarou que a Espanha era um país racista. Pergunte isso a um brasileiro - branco. óbvio - e ele vai dizer que não é racista e que inclusive tem amigos negros. Faça a mesma pergunta a um brasileiro negro e ele vai responder um sonoro sim.
Sinto muito, Daniel Alves, eu não sou macaco e você também não. Ao invés de ter comido a banana você deveria tê-la entregue ao bandeirinha ou a tirado de campo. Simples assim. Comendo a banana você só reforçou o insulto do imbecil que a jogou. Não insulte o país que te dá emprego e o time que te faz conhecido. O Brasil se vende também como país de primeiro mundo, oras.
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domingo, 27 de abril de 2014
Achados e perdidos
Olá, queridos!
Domingão de primavera partiu Parque do Retiro. Mas estava batendo um ventinho. Sabe aquela brisa que faz a mamãe falar: "leva um casaquinho, meu filho". Bem, colocamos a manta do pimpolho e um casaco, embolados, em cima do carrinho e fomos felizes. Ficamos ali, tomamos café, colocamos o filhote para ensaiar uns passos na grama e voltamos. Decidimos fazer um caminho diferente e reparei: cadê o meu casaco comprado na liquidação? E o pior: onde está a manta amarela, segundo presente do pimpolho, quando nem sabíamos o sexo? Voltamos ou não voltamos? Alguém deve ter pegado, com esta crise, ninguém vai ter respeito pelo alheio, ainda por cima se tratando de peças praticamente novas.
Depois de hesitarmos resolvi voltar e fiz todo caminho de volta. Deus sabe o quanto andamos hoje! Perguntei no quiosque onde tomamos café, no lugar onde havíamos sentado, refiz exatamente o caminho de volta. Nada. Pobre do meu casaco, oportunidade imperdível! Pobre da mantinha que aqueceu nosso filho todo o inverno e foi presente da tia postiça muito querida. Claro que ao mesmo tempo me repreendia, dizia para mim que deveria ser menos materialista, onde já se viu fazer um escândalo por essas coisas? Um casaco se compra, a manta estará sem uso dentro de alguns meses. Menos, minha filha, menos.
Mas eis que de repente, nos dez metros finais, na hora de atravessar a última avenida que me deixaria a três quarteirões de casa vi o casaco e a manta debaixo da árvore, como se estivessem esperando pelo dono. Quase dei um grito! Nem acreditei! Fiquei tão feliz que nem olhei para o lado para ver se a alma caridosa que fez esta boa ação ainda estava por ali. Devíamos ter ficado umas duas horas no parque, mais uns quarenta minutos procurando os objetos ou seja, tempo o suficiente para que alguém pudesse ter pego aquelas roupas. Mas não! Fiquei com vergonha de ter pensado mal das pessoas. A humanidade ainda tem jeito, minha gente!
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Domingão de primavera partiu Parque do Retiro. Mas estava batendo um ventinho. Sabe aquela brisa que faz a mamãe falar: "leva um casaquinho, meu filho". Bem, colocamos a manta do pimpolho e um casaco, embolados, em cima do carrinho e fomos felizes. Ficamos ali, tomamos café, colocamos o filhote para ensaiar uns passos na grama e voltamos. Decidimos fazer um caminho diferente e reparei: cadê o meu casaco comprado na liquidação? E o pior: onde está a manta amarela, segundo presente do pimpolho, quando nem sabíamos o sexo? Voltamos ou não voltamos? Alguém deve ter pegado, com esta crise, ninguém vai ter respeito pelo alheio, ainda por cima se tratando de peças praticamente novas.
Depois de hesitarmos resolvi voltar e fiz todo caminho de volta. Deus sabe o quanto andamos hoje! Perguntei no quiosque onde tomamos café, no lugar onde havíamos sentado, refiz exatamente o caminho de volta. Nada. Pobre do meu casaco, oportunidade imperdível! Pobre da mantinha que aqueceu nosso filho todo o inverno e foi presente da tia postiça muito querida. Claro que ao mesmo tempo me repreendia, dizia para mim que deveria ser menos materialista, onde já se viu fazer um escândalo por essas coisas? Um casaco se compra, a manta estará sem uso dentro de alguns meses. Menos, minha filha, menos.
Mas eis que de repente, nos dez metros finais, na hora de atravessar a última avenida que me deixaria a três quarteirões de casa vi o casaco e a manta debaixo da árvore, como se estivessem esperando pelo dono. Quase dei um grito! Nem acreditei! Fiquei tão feliz que nem olhei para o lado para ver se a alma caridosa que fez esta boa ação ainda estava por ali. Devíamos ter ficado umas duas horas no parque, mais uns quarenta minutos procurando os objetos ou seja, tempo o suficiente para que alguém pudesse ter pego aquelas roupas. Mas não! Fiquei com vergonha de ter pensado mal das pessoas. A humanidade ainda tem jeito, minha gente!
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