terça-feira, 22 de julho de 2014

Fotografias da Espanha no século 19 e livros de fotografias de 2013

Olá, queridos!

   
  Sabadão nublado o negócio é ir aproveitar alguma exposição gratuita. Depois de um pit-stop para admirar arte húngara, fomos para a Biblioteca Nacional para ver uma sobre fotografias espanholas  de 1850-1870 e outra dos melhores livros de fotografia editados em 2013, dentro do Photo España. A primeira era pequena, infelizmente, mas fizemos uma descoberta sensacional.






No meio da modernidade que chegava com o século 19 (luz elétrica, ferrovias, bondes, etc.), a Porta de Alcalá ainda era usa com a função de...porta !! Sério ! Quando a gente visita uma cidade antiga (pelos parâmetros brasileiros) temos a impressão de que os monumentos sempre estiveram ali. Mas não ! Reparem que todas as portas tem grades de ferro e olhem que uma carroça aguarda sua vez de passar. Nos cantos ainda é possível ver um pedaço da muralha que circundava a cidade. A foto é de 1857.

A segunda exposição era mais cansativa pela quantidade de livros e temas apresentados. Um deles, particularmente, nos chamou atenção: Topos, fotografias de Tobias Mandorin e textos de Nadine Olonetzky. A proposta do fotógrafo foi percorrer grandes cidades e fotografar lugares que foram explorados, são zonas de tensão e que agora formam parte da periferia esquecida, inclusive no centro de uma cidade. Qual não foi minha supresa em encontrar fotos do Largo da Carioca, da avenida Chile (no Rio), de São Paulo e do Moncaguê, em Niterói!! Se o objetivo foi mostrar tudo isso, com certeza foi alcançado.


sábado, 19 de julho de 2014

Arte húngara em Madri

Olá, queridos!

   
   Estávamos indo felizes e contentes para a exposição de fotografias espanholas de 1850-1870, na Biblioteca Nacional, quando nos deparamos com outra exposição. Adoro Madri! Saudades de casa sinto sempre, mas é muito bom estar a caminho de um programa cultural e se encontrar com outro. Trata-se de uma iniciativa do governo húngaro de mostrar aos espanhóis e turistas um pouco do acervo artístico do país. Intitulada "Art on street from Budapest" traz a reprodução de quadros de pintores húngaros e de outras nacionalidades a fim de promover o patrimônio pictórico da capital húngara. A mostra estava em Barcelona e segue para Frankfurt no
outono e fica na Plaza Colón até o dia 9 de agosto.


Adorei a seleção porque escolheram alguns quadros de impressionistas húngaros que eu ignorava totalmente a existência. A pintura ao lado é de autoria de Pál Szinyei Merse, um dos primeiros a levar o cavalete para o ar livre e retratar a paisagem ao natural. Estuda, Juliana, estuda! Além disso, havia uma reprodução do pianista e compositor Franz Liszt, de Mihály Munkacsy, feita um pouco antes que o músico falecera que me deixou super contente. Só faltou um retrato do Puskas pra fechar o time.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ruperto Chapí - músico

Olá, queridos!

 
Depois de mostrar um pouco as esculturas do parque do Oeste, volta ao meu quintal, ou seja, ao parque do Retiro. Desta vez conto um pouco sobre o monumento a Ruperto Chapí, de autoria de Julio Antonio e inagurado em 1921, pela Sociedade de Autores Espanhóis. Ruperto Chapí nasceu em Alicante, em 1851 e desde cedo mostrou apitdão para música. O pai era maestro dao banda da cidade e mandou o filho estudar em Madri para aperfeiçoar seus conhecimentos.





O menino fez bonito: compôs zarzuelas, óperas e assim conseguiu uma bolsa para estudar em Roma. Além disso, fundou a Sociedade de Autores Espanhóis para assegurar o direito do compositor sobre a obra. Pesquisando, descobri que aqui funcionava como as vendas de samba nos anos 30: um cara talentoso vendia sua música e os produtores ficavam com todos os direitos sobre ela e o infeliz não recebia mais nenhum centavo sobre a gravação. Triste. A partir da fundação da sociedade, a situação mudou e hoje ela existe com o nome de SGAE - Sociedad General de Autores y Editores.

Deixo com vocês um link para o prelúdio da ópera "La Revoltosa"

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Cassino de Madri e a rã

Olá, queridos!

       
Ao contrário do Brasil, o jogo em cassinos é permitido na Espanha, inclusive nas capitais. Digo isso, porque nos EUA os jogos de azar estão liberados em alguns estados e no Uruguai, somente em Punta del Leste, por exemplo. Recentemente, um grande empresário do ramo queria instalar um mega-complexo aqui, mas a Justiça vetou. Amém. Afinal, o magnata queria modificar leis trabalhistas e quanto a restrição ao tabaco. Melhor assim.

        A capital espanhola tem dois cassinos bem no centro da cidade. Um deles é do tipo tradicional, dos anos vinte e vale a pena visitar o prédio nem que seja por fora. O outro foi inaugurado recentemente no paseo de Recoletos inventou um jeito ótimo de atrair os cliente: colocou a escultura de uma gingantesca rã na porta, feita por Eladio de Mora, conhecido como dEmo. O bichinho, como se sabe, é símbolo da boa sorte, atrai fortuna e dinheiro, segundo a cutura chinesa. Não sei se é eficiente, mas a julgar pela quantidade de turistas que faz uma foto com o simpático anfíbio, ao menos ela já consquistou a simpatia geral.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

La fuente y el rio

Olá, queridos!

     
Aos poucos, a gente vai se apropriando da cidade, conhecendo os artistas e, assim, saindo do circuito clichê. Para quem acha que os únicos artistas espanhóis se resumem a Pablo Picasso e Salvador Dalí, encontrar uma escultura na rua e depois perguntar para oráculo sua história e autoria é uma ótima oportunidade de aprender na prática. Na esquina da calle Serrano com calle del Marquês de Villamagna tem uma escultura fantástica. Um homem (ou uma criatura) parece abrir seu corpo e de lá extrair água. O nome da obra é "A fonte e o rio" e foi criada pelo escultor Pablo Serrano, em 1973. Além dela, podem ser encontradas outros exemplos do  trabalho de Serrano em Madri como o busto a Antonio Machado, na Biblioteca Nacional ou no Museu ao Ar Livre no Paseo da Castellana.

O artista nasceu em 1908 em Teruel, estudou em Barcelona e começou usa carreira na Argentina e no Uruguai. Voltou a Espanha e ajudou a introduzir o expressionismo no país. Foi premiado em 1982 com o prêmio Príncipe de Astúrias e faleceu três anos depois. Para conhecer mais sobre a produção, basta ir a Zaragoza onde há um museu. Quem diria que atrás de uma escultura tem tanta história!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A derrota vista da Espanha

Olá, queridos!

       É isso. Perdemos. Não, perdemos não. Tomamos uma surra como disse muito bem o jornal El País. Lembro-me que comentei que os espanhóis não ficaram exatamente surpresos por terem perdido da Holanda e sim pela quantidade de gols que levaram. Cinco era demais. Se fosse de 2x1 tava de bom tamanho e era algo normal. Para quê cinco ? Agora me identifico com eles perfeitamente.

       Desde que a Espanha foi eliminada ninguém mais acompanha os jogos. Os bares só enchem de gringos e dos amigos espanhóis que acompanham o expatriado. A copa acabou e ponto. Se a Espanha não está, não tem graça. Hora de rever o que se fez de errado e pensar na Eurocopa. Ainda encontrei solidários que diziam que torciam para o Brasil, mas não sabiam o horário do jogo. Gracias, mas não preciso desse tipo de ajuda.

       Na verdade, quem entende de futebol sabia que a seleção brasileira não tinha o padrão Fifa. Mas "o Brasil é o Brasil", cansei de escutar dos meus alunos que torciam para a verde-amarela. "A camisa pesa nas decisões", me diziam diante do meu ceticismo. Nem precisa falar. Quantas vezes vi o Flamengo capengar o campeonato inteiro e levantar a taça? Mostro aquele fabuloso gol de Pet em 2001 para todo mundo. O problema é que a Alemanha é a Alemanha, a camisa deles também é pesada e faltou combinar com o adversário para ele ser mais misericordioso.

       No mais, fui consolada por dois alunos, uma espanhola e um italiano, que me mandaram mensagens de ânimo. Gostei do consolo porque só quem mora no exterior sabe como é duro sofrer longe de casa.
     

terça-feira, 8 de julho de 2014

Regras para vender carne

Olá, queridos!

  Seguindo as normas da União Europeia, na embalagem de carnes vermelhas deve constar onde o animal:

          - nasceu
         -  foi engordado;
          - foi sacrificado;
          - e foi desossado.

         Ainda vou encontrar uma que tenha a indentidade, CPF e nomes dos pais e avós.