quinta-feira, 31 de julho de 2014

Monumentos aos mortos da Primeira Guerra Mundial na França

Olá, queridos!

           Este post vai ser mais longo que o habitual, mas espero que seja agradável e esclarecedor.

           Dizem os entendidos que a sociedade demora uma geração para superar um trauma. Se entendemos como geração o espaço de vinte e cinco anos temos aí um bom número de anos para começar a falar de tragédias como o 11 de setembro, um desastre natural ou o 7x1 da última Copa. Como todos os números, este também é arbitrário e muito antes que se passe um quarto de século já debatemos sobre as causas e consequências que estes fatos tiveram em nossa vida.

            A Primeira Guerra Mundial foi tão traumática para a França, que mal terminada a contenda surgiu a necessidade de perpetuar a memória do combate e dos combatentes. Levantar "Monumentos aos Mortos" foi uma das maneiras que se encontrou para extravasar este sentimento. Vamos tentar mostrar através deste pequeno texto como estes monumentos estão inscritos numa dupla função: preservar a memória da sociedade civil e ao mesmo tempo da nação. Assim os monumentos cumprem o papel de homenegear entes queridos, mas também de construir a memória coletiva em torno da qual se une este Ente que chamamos de nação.

         Assim, em 1919, apenas um ano depois de terminado o conflito, começa-se a se costear e a erigir estes monumentos. Parte da financiação aportava o Estado, outra parte os municipios, mas principalmente, os cidadãos através de coletas e campanhas que se realizavam nas escolas, bairros ou igrejas. Aliás, me arrisco a dizer que toda igreja católica na França tem a lista dos seus paroquianos mortos em combate, inscritos em mármore. Como esta, em Paris, na igreja de saint-Germain l'Auxerrois, ao lado da ultra-turística Notre-Dame:


         Apesar desses monumentos terem sido construídos especificamente para os mortos na I GGM o significado original dos mesmos vai se modificando com o passar dos anos como veremos em alguns exemplos abaixo. Igualmente, o monumentos foram concebidos para resistir ao tempo e por isso foram construídos em pedra, bronze, mármore ou outros materiais duraderos para que a mensagem se perpetuasse às gerações vindouras. Importante frisar que muitos foram inaugurados no dia 11 de novembro, dia da assinatura do armistício em 1918 e feriado na França.

            Os monumentos aqui citados encontram-se no sul da França nas cidades de Toulouse, Pau, Castegnède e Saint-Lizier. Estas cidades guardam entre si o fato de não terem sido cenários de batalhas, porém vários habitantes estiveram combatendo nas Forças Armadas e nem todos voltaram.

Monumento aos Mortos de Toulouse - Em Tolouse, cidade francesa de 435 000 habitantes, o Monumento ao Mortos segue o modelo dos Arcos de Triunfo que desde a antiguidade eram utilizados para celebrar vitórias militares. Em 1919, sua construção foi proposta pela prefeitura e foi inagurado no dia 11 de novembro 1928, coincidindo com os dez anos do fim da guerra. Aliás, todo dia 11 de novembro se realiza ali a homenagem aos soldados.



O mais espetacular do monumento é um painel em baixo relevo com a figura dos soldados. São vários rostos amontoados, em diferentes expressões de dor, júblio, alívio, tristeza, etc. Remonta à vida apertada nas trincheiras, à camaradagem militar, aos sentimentos vividos em situações extremas como uma guerra. Igualmente, há uma inscrição de agradecimento àqueles que lutaram na guerra e uma epígrafe do Marechal Foch.

Monumento aos mortos de Pau - Este se encontra atrás da igreja de de são Martinho, no Boulevard des Pyrénéés, inaugurado em 11/11/1927. Trata-se de uma figura alegórica da França vitoriosa, mulher guerreira, com um capacete e um escudo com a inscrição "Justiça e Direito". Na base do monumento está a inscrição: "1914-1918 A cidade de Pau aos seus mortos gloriosos". Após a Segunda Guerra foi acrescida as datas "1939-1945". Não há nome de nenhum dos soldados locais inscritos no monumento.



       Com o passar do tempo, a figura acabou por se tornar uma recordação para os soldados franceses de diversas batalhas. Desta maneira, se encontram também uma placa que lembra os mortos em combates na Algéria, Tunisia, Indochina e Marrocos. Ainda em 2009, duas placas de mármore foram colocadas na base com palavras em agradecimento aos soldados portugueses e espanhóis que lutaram pela liberação da França. Como se vê, um monumento não é estático e está longe de ser algo meramente ornamental.

Monumento aos mortos em Castagnède - No Brasil, Castagnède seria descrita como a cidade da "rua que vem e da rua que vai". A clássica cidadezinha de 195 habitantes que tem a igreja, a prefeitura e a escola. A única justificativa de ter parado ali foi a pequena igeja que me chamou a atenção; e justamente ao lado do templo, na entrada do cemitério, está o Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial.


      Trata-se de um obelisco, com a cruz da Primeira Guerra e a inscrição: "Castegnède aos seus filhos caídos gloriosamente pela França. 1914-1918". Na base, escritos em letras douradas sobre um mármore negro, os nomes dos soldados que pereceram em combate. Para protegê-los - e assim formar um espaço "sagrado" - quatro obuses dourados guardam zelosamente o monumento.



       O mais curisoso desde pequeno monumento é que ele guarda vários símbolos recorrentes na iconografia dos monumentos aos mortos da Primeira Guerra: a cruz estilizada, os obuses e os nomes dos soldados. Valeu muito a pena ter feito uma parada nesta cidadezinha só para conhecer esta jóia.

Monumento aos Mortos de Saint-Lizier - se não fosse a fabulosa igreja do século 12 que se ergue ao alto da colina, Saint-Lizier passaria desapercebida. A localidade conta com apenas 1453 habitantes e faz parte do Caminho de Santiago francês. Na praça da igreja está lá uma coluna, erigida em 1919, encimada com uma cruz latina em ferro trabalhado e com os nomes inscritos dos soldados que combateram não só no conflito de 1914-1918, mas também o capitão que faleceu na Segunda Guerra Mundial. Trata-se de mais um monumento que busca reunir em um só as duas guerras mundiais.



       Um detalhe interessante é que há uma lei  francesa de 1905 que proibe o uso de símbolos religiosos em monumentos que estão localizados locais públicos. Ao contrário do monumento anterior que estava pegado à igreja, este se encontrava no outro lado da rua. Entretanto, como a iniciativa foi dos paroquianos e anteriormente aqueles terrenos perteciam à paróquia, houve um consenso que era o símbolo mais adequado para homenagear os que tombaram nos campos de batalha.

Os monumentos aqui citados são uma pequena parte do que se pode encontrar na França em memória dos seus soldados. Através da leitura desses monumentos constatamos o desejo e perpetuar a memória familiar e íntima como se nota nos monumentos que trazem nome e sobrenome do soldado que morreu por causa da guerra.

Por outro lado, as figuras mais heróicas como figuras estilizadas e grandes construções querem perpetuar também o sentimento de sacrifício que os "filhos" (porque não se usa a palavra cidadão?) devem ter para com a sua "pátria".

Espero que esta pequena reflexão possa abrir os olhos do leitor para esses e outros monumentos.

Um historiador deve citar suas fontes e partilho as minhas. Todas estão em francês:

Sobre a história em geral dos Monumentos aos Mortos:

Les monuments aux morts de la Première Guerre Mondiale dans les cantons d’Avesnes nord et sud - http://www4b.ac-lille.fr/~rbarrault/images%20dans%20pages/conc_resist/monumorts/monumorts_plus.pdf

Les monuments aux morts de la premiere guerre mondiale dans le département du Rhône, section sud-ouest : http://halshs.archives-ouvertes.fr/docs/00/36/36/61/HTML/

Memóires des guerres 1914-1918: monuments aux morts: http://generateur.cg64.fr/minisites/archives/upload/monuments_aux_morts.pdf

Para cada cidade específica:

Toulouse:  http://www.lejournaltoulousain.fr/toulouse/le-monument-aux-morts-allee-francois-verdier-16461

Pau:  http://monumentsmorts.univ-lille3.fr/monument/6035/pau-presdeleglise/

Saint-Lizier: http://umanonaespanha.blogspot.com.es/2014/07/monumentos-aos-mortos-da-primeira.html

terça-feira, 29 de julho de 2014

Primeira Guerra Mundial

Olá, queridos!

       
Monumento aos soldados da Primeira Grande Guerra em Toulouse
 Como vocês sabem este ano celebramos o primeiro centenário do início Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918). Este conflito mudou praticamente tudo que se conhecia como guerra até então. Os combates anteriores eram disputados pelos exércitos, as baixas civis eram mínimas (salvo cidades caputuradas) e quem voltava para casa tinha pelo menos uma história para contar. Com esta guerra, o mundo ficou sabendo o que era morrer em escala industrial, morreram civis e militares aos montes, as cidades e os campos foram seriamente danificados a ponto dos vencedores estarem tão mal quanto os vencidos. Não é à toa que a contenda foi chamada de Grande Guerra Mundial porque de uma forma ou outra todos os países do globo participaram.

     
Monumento aos soldados na Primeira Grande Guerra em Pau
   A Espanha preferiu a "neutralidade": não entrou no campo de batalha, mas vendeu alimentos e minério para quem quisesse comprá-los. Naquela época, o país já não era uma portência colonial, a guerra civil carlista tinha deixado cicatrizes e a economia industrial se encontrava pouco desenvolvida e concentrada no País Vasco e na Catalunha. Assim sendo, por quê lutar ? As comemorações aqui se limitam às reportagens diárias no jornal, muitos livros para vender e a participação do Rei em alguns atos oficiais europeus.

           
Se na Espanha não há buxixo, não se pode dizer na França. Sempre fico impressionada como se homenageia os mortos desta guerra em todas as igrejas, com a lista dos paroquianos que pereceram e com monumentos nas cidades. O Tour de France, este ano, passa por vários pontos históricos; sem falar nos inúmeros debates, artigos e publicações lançados por conta do centenário. Mais uma oportunidade para aprender e assim evitar um conflito desta energadura no futuro.

           

domingo, 27 de julho de 2014

Igreja da Santa Cruz

Olá, queridos!

         


A igreja da Santa Cruz é mais um templo de estilo neogótico que começou a ser construída em 1889 e concluída em 1902. No entanto, sua história está ligada ao convento de santo Tomás e se remonta ao século 16 quando foi erguido o primeiro templo. A igreja, porém, atravessou uma série de percalços como incêndios, desmoronamento do altar-mor que fez 80 vítimas fatais, a despropriação dos bens eclesiásticos e, mais tarde, outro incêndio.











Como um templo neogótico, guarda do estilo medieval o pé direito alto, os arcos que se cruzam, os vitrais e a rosácea no coro que dá uma iluminação toda especial. A igreja custodia um pedaço da Santa Cruz do Senhor em seu altar principal. Outras devoções são as de São Judas Tadeu, de quem os fiéis podem se aproximar todas quartas-feiras e a de Nossa Senhora do Pilar, padroeira da Espanha.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Entrevista na creche

Olá, queridos!

       Semana passada um homem me ligou da  creche do pimpolho querendo marcar a entrevista. Ok. Dia tal e hora tal estaremos aí. No meu machismo, pensei que se tratasse de um coordenador pedagógico. Se é homem e trabalha numa creche deve ocupar um cargo de direção. Chegou o dia e lá fomos nós felizes. A diretora veio nos receber, fez uma festinha no pimpolho e disse:

       - Vou chamar o Fulano que será o responsável por ele este ano. - Oi ? Ele terá um "tio" ? Meu filho será cuidado por um homem e não uma mulher ?

       E eis que de repente vem um rapaz - um galinho garnizé, como diria minha mãe - todo contente.

       - Oi. Meu nome é Fulano. Eu cuido das crianças de um ano.

       Apertei a mão dele chocada. Choque cultural foi pouco. Será que é normal? Será que na Espanha é assim ou justo eu vou ter que passar por isso ? Gente, como sou machista! Por que um homem não pode escolher esta profissão? Aliás, justamente só os homens eram professores quando as escolas foram sistematizadas. Depois houve uma feminização da função,  e como consequência, o preconceito e os salários baixos. Os casos de pedofilia nada mais fizeram que reforçar o esteriótipo. Homem pode ser professor em creche em tempo parcial dando matérias específicas. Mas, e daí ? Estamos nos século 21, queridinha. Se a mulher pode ser pedreiro (a), o mesmo vale para o homem trabalhar numa creche.

       Fomos levados ao escritório e tivemos as perguntas de praxe: como foi o parto? Tem irmãos? Alergias? Come muito? Contato com outro idioma ? Dorme bem? O resto vocês imaginam...Mas tava me segurando. Meu filho, escuta aqui: você se formou onde? Aliás, você já é formado ?? Já terminou o ensino médio? Por que você trabalha como professor numa creche? Se eu fizesse essas perguntas, meu marido pedia o divórcio ali mesmo de tão envergonhado. Quando a conversa começou a ficar morna tive que mandar:

           - Desculpe, mas há quanto tempo você trabalha aqui?
           - Cinco anos.

           Ufa! Experiência o moço tem. Em seguida ele mostrou as dependências da creche para meu marido que não pode estar na primeira reunião e conhecemos a sala (fofa) que o pimpolho vai ficar. Enquanto meu marido pegava o elevador por causa do carrinho eu ia me remoendo: pergunto ou não pergunto a idade desse rapaz? Ele ia me explicando não sei que regras para pegar e buscar as crianças, mas eu nem prestava atenção. 20? 25? Ai, meu Pai!

             Quando meu marido chegou ao menos fiz a segunda pergunta que me atormentava:

              - Fulano, como eles te chamam? Pelo nome? De "tio"? (será que ele entendeu?). Lembrei da monografia de uma amiga que contestava a Paulo Freire: "Professora sim e tia também."

                - Nesta idade não costumam me chamar, mas os que já falam, às vezes de "papá" outras de "mamá", o que me deixa preocupado. - rimos todos- Mas me chamam pelo nome mesmo.

                Agora ou nunca: que idade você tem ? Abri a boca, mas meu marido já extendia a mão e se comprimentavam. Fiz o mesmo. Quando estávamos lá fora não desabafei: vai ser esse menino que vai tomar conta do nosso filho ? "Ele me passou confiança", respondeu meu marido. Nos despedimos e decidi levar o pimpolho para brincar no parquinho.

           Enquanto caminhava tentava me controlar minhas ideias pré-concebidas-subdesenvolvidas de achar que a escola deve ser a extensão da casa. O Brasil deve ser o único país do mundo em que a professora das crianças é chamada de "tia". No entanto, realmente descori o que me incomodava: passei para o outro lado. Sempre fui a professora. Eu já aguentei a desconfiança dos pais dos alunos, suportei que os alunos me perguntassem "além de dar aulas você trabalha?" e coisas do gênero. Agora, os papéis se inverteram.  Seria mãe de .... e não a professora de ... . Será que vou demorar a me acostumar?

       

             

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Devoção a São Judas Tadeu - Igreja de Santa Cruz

Olá, queridos!

         
 Antes de mostrar a bela igreja de santa Cruz para vocês vou descrever um ritual religioso que presenciei no mesmo templo. Toda quarta-feira milhares de fiéis fazem fila na porta da igreja para rezar diante de uma imagem de São Judas Tadeu. Nas minhas pesquisas, descobri que é uma das devoções mais arraigadas dos madrilenhos, só perdendo para a de Nosso Senhor de Medinacelli. Por respeito, não me aproximei da imgem e a foto não ficou tão boa, mas vocês podem imaginar o multidão.

           


Igualmente, no quadro de aviso da paróquia, ali estava um aviso lembrando que todos os fiéis que desejavam ser "passados" pelo manto de Nossa Senhora do Pilar (padroeira da Espanha) deveriam avisá-lo com antecedência. Estas práticas me fazem lembrar que por mais tecnologias e modernidade temos em nossa vida, o ser humano é um carente de toque e contato. Queremos sentir. Há exageros - óbvio - mas essas tradições são expressão da fé do indivíduo e da comunidade e devem ser valorizadas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Fotografias da Espanha no século 19 e livros de fotografias de 2013

Olá, queridos!

   
  Sabadão nublado o negócio é ir aproveitar alguma exposição gratuita. Depois de um pit-stop para admirar arte húngara, fomos para a Biblioteca Nacional para ver uma sobre fotografias espanholas  de 1850-1870 e outra dos melhores livros de fotografia editados em 2013, dentro do Photo España. A primeira era pequena, infelizmente, mas fizemos uma descoberta sensacional.






No meio da modernidade que chegava com o século 19 (luz elétrica, ferrovias, bondes, etc.), a Porta de Alcalá ainda era usa com a função de...porta !! Sério ! Quando a gente visita uma cidade antiga (pelos parâmetros brasileiros) temos a impressão de que os monumentos sempre estiveram ali. Mas não ! Reparem que todas as portas tem grades de ferro e olhem que uma carroça aguarda sua vez de passar. Nos cantos ainda é possível ver um pedaço da muralha que circundava a cidade. A foto é de 1857.

A segunda exposição era mais cansativa pela quantidade de livros e temas apresentados. Um deles, particularmente, nos chamou atenção: Topos, fotografias de Tobias Mandorin e textos de Nadine Olonetzky. A proposta do fotógrafo foi percorrer grandes cidades e fotografar lugares que foram explorados, são zonas de tensão e que agora formam parte da periferia esquecida, inclusive no centro de uma cidade. Qual não foi minha supresa em encontrar fotos do Largo da Carioca, da avenida Chile (no Rio), de São Paulo e do Moncaguê, em Niterói!! Se o objetivo foi mostrar tudo isso, com certeza foi alcançado.


sábado, 19 de julho de 2014

Arte húngara em Madri

Olá, queridos!

   
   Estávamos indo felizes e contentes para a exposição de fotografias espanholas de 1850-1870, na Biblioteca Nacional, quando nos deparamos com outra exposição. Adoro Madri! Saudades de casa sinto sempre, mas é muito bom estar a caminho de um programa cultural e se encontrar com outro. Trata-se de uma iniciativa do governo húngaro de mostrar aos espanhóis e turistas um pouco do acervo artístico do país. Intitulada "Art on street from Budapest" traz a reprodução de quadros de pintores húngaros e de outras nacionalidades a fim de promover o patrimônio pictórico da capital húngara. A mostra estava em Barcelona e segue para Frankfurt no
outono e fica na Plaza Colón até o dia 9 de agosto.


Adorei a seleção porque escolheram alguns quadros de impressionistas húngaros que eu ignorava totalmente a existência. A pintura ao lado é de autoria de Pál Szinyei Merse, um dos primeiros a levar o cavalete para o ar livre e retratar a paisagem ao natural. Estuda, Juliana, estuda! Além disso, havia uma reprodução do pianista e compositor Franz Liszt, de Mihály Munkacsy, feita um pouco antes que o músico falecera que me deixou super contente. Só faltou um retrato do Puskas pra fechar o time.