Olá, queridas!
Mais uma igreja de arquitetura moderna descoberta, conhecida e fotografada. Sei que a gente associa as Zoropa à coisas antigas, mas aqui também se produziu (e se produz) modernidade. A igreja de Nossa Senhora do Rosário das Felipinas é paróquia e convento dos dominicanos. Ali existia uma igreja em estilo neogótico que foi derrubada para dar lugar a um edifício de concreto armado que se confunde com os demais da rua. Construída entre 1967-1970, o arquiteto Cecílio Sanchez buscou aplicar os princípios de Le Coubusier no seu projeto. Obs: a foto à esquerda está em http://www.dominicos.org/vicaresp/
Por dentro, simplicidade total. O altar maior só traz o crucifixo que está "emoldurado" por um triângulo cuja ponta está para baixo e lembro que na simbologia católica esta forma representa a Santíssima Trindade. Notem que há palmeiras ali. Será uma alusão aos trópicos? Não sei, mas me pareceu um detalhe interessante.
Há capela do Santíssimo e também três imagens, junto a parede direita,do Sagrado Coração de Jesus, São Domingos e São José. Na parede esquerda, em frente a estas, uma bela imagen de Nossa Senhora do Rosrário com o Menino Jesus. Junto a entrada vemos, igualmente, a estátua de são Martinho dos Porres, dominicano que viveu no Peru, no século 17.
Sinceramente, não gosto desta igreja. Juro que entendi algumas propostas, mas o resultado me parece que leva o ser humano a tudo, menos a encontrar-se com o sagrado. Sei não...
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Biblioteca Eugenio Trias
Olá, queridos!
Descobri uma biblioteca em pleno parque do Retiro. Trata-se da Biblioteca Eugenio Arias inaugurada em 2013 e instalada no antigo zoo que funcionava ali chamado Casa de Fieras. Depois da reforma levada a cabo por Jaime Nadal y Sebastián Araujo o edifício que chegou a abrigar 500 animais dentre leões, tigres e hienas agora dá espaço para livros, revistas, vídeos e documentários. Ainda tem salas destinadas ao estudo, oficinas de literatura e poesia.
O segundo andar está reservado para os pequenos com a biblioteca infantil e a bebêteca. Fofo, não? Tudo isso no meio do parque mais bonito da cidade. Os arquitetos fizeram questão de privilegiar a bela paisagem do entorno e usaram vidros para cobrir as antigas jaulas. Ainda bem que não vendem café por ali senão eu ficaria neste lugar o dia todo.
O segundo andar está reservado para os pequenos com a biblioteca infantil e a bebêteca. Fofo, não? Tudo isso no meio do parque mais bonito da cidade. Os arquitetos fizeram questão de privilegiar a bela paisagem do entorno e usaram vidros para cobrir as antigas jaulas. Ainda bem que não vendem café por ali senão eu ficaria neste lugar o dia todo.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado - parte II
Olá, queridos!
A exposição "A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado" está dividida em dois museus: o Arqueológico e o Naval. Já contei para vocês como é a mostra no museu Arqueológico e agora, relato como é a do museu Naval. Esta é bem menor, mas igualmente interessante. O foco ali é apresentar os dois comandantes - o espanhol, José Bustamante y Guerra e o inglês, sir Graham Moore - das embarcações. Curiosamente, os quadros de ambos estão frente a frente. Será que a noite ele saem das molduras e brigam como acontece no filme ? Mistério...
O capitão espanhol deixou o relato sobre a guerra e a captura das embarcações no diário de bordo e este é recriado com um filme feito em computador e com a narração do texto. Igualmente está recriada a fragata Mercedes e a parte do navio onde se alojavam os canhões. Por fim, uma emotiva homenagem aos que pereceram na contenta (mais de 200) e novamente o esforço que a Espanha fez para recuperar este tesouro.
O que me chamou atenção, porém, foi um cartaz de 1804 convocando marinheiros para ingressarem em uma embarcação que interceptaria galeões espanhóis e seria capitaneada por Lord Cochrane. Levei um susto! Pensei que fosse o nosso, Thomas, que lutou pela independência do Brasil a convite de Dom Pedro I, mas era o tio dele, Alexander. Redes sociais nada! Essa gente toda também se conhecia!
A exposição "A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado" está dividida em dois museus: o Arqueológico e o Naval. Já contei para vocês como é a mostra no museu Arqueológico e agora, relato como é a do museu Naval. Esta é bem menor, mas igualmente interessante. O foco ali é apresentar os dois comandantes - o espanhol, José Bustamante y Guerra e o inglês, sir Graham Moore - das embarcações. Curiosamente, os quadros de ambos estão frente a frente. Será que a noite ele saem das molduras e brigam como acontece no filme ? Mistério...
O capitão espanhol deixou o relato sobre a guerra e a captura das embarcações no diário de bordo e este é recriado com um filme feito em computador e com a narração do texto. Igualmente está recriada a fragata Mercedes e a parte do navio onde se alojavam os canhões. Por fim, uma emotiva homenagem aos que pereceram na contenta (mais de 200) e novamente o esforço que a Espanha fez para recuperar este tesouro.
O que me chamou atenção, porém, foi um cartaz de 1804 convocando marinheiros para ingressarem em uma embarcação que interceptaria galeões espanhóis e seria capitaneada por Lord Cochrane. Levei um susto! Pensei que fosse o nosso, Thomas, que lutou pela independência do Brasil a convite de Dom Pedro I, mas era o tio dele, Alexander. Redes sociais nada! Essa gente toda também se conhecia!
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Igreja do Santíssimo Sacramento
Olá, queridos!
Passeando pelo Retiro, sempre me chamou a atenção uma igreja com duas torres em formas de pirâmide e um telhado que formava a letra A na fachada da igreja. Finalmente consegui entrar. Igrejas modernosas em Madri, feias por fora e bonitas por dentro, tem aos montes. A melhor época de visitá-las é a primavera e o verão, porque elas são decoradas com vitrais e com pouca luz não se aprecia o colorido dos mesmos.
Esta é a igreja do Santíssimo Sacramento e sede também do convento dos padres sacramentinos. Primeiro, construíram o convento entre os anos de 1948-1949; e a igreja, entre 1955-1966. Pelo que pude verificar José Maria de la Vega Samper foi o arquiteto das duas edificações. Aliás, este teve uma carreira variada, pois construiu as primeiras centrais telefônicas de várias províncias espanholas, como penitenciárias já que trabalhou para a Direção Geral de Prisões.
Mas voltemos à igreja. Ao entrar, nos deparamos com o formato triangular e um tento que parece estar em movimentos, pois ele está feito de linhas curvas. Sem capelas laterais e com apenas três imagens no altar principal, a igreja parecia antecipar os ventos do Concílio do Vaticano II. No centro, a imagem de Jesus repartindo o pão ladeado por imagens de Maria e são José. Nas laterias, os confessionários estão instalados em nichos que forma um pentágono.
A grande estrela, porém, são os numerosos vitrais que exaltam a Eucaristia. Desde o gigantesco que decora o coro e os laterais, todos trazem de forma explícita ou velada, referências ao sacramento.
Estas construções não agradam a maior parte das pessoas. Acho que tudos é uma questão de saber olhar, muito mais que de gosto. Também não aprecio o exterior da catedral do Rio, mas como ficar indiferente ao interior? Creio que talvez esta seja mais uma mensagem evangélica que os arquitetos de igrejas quiseram passar: não julgar pelas aparências e sim pelo que está dentro do nosso coração.
Passeando pelo Retiro, sempre me chamou a atenção uma igreja com duas torres em formas de pirâmide e um telhado que formava a letra A na fachada da igreja. Finalmente consegui entrar. Igrejas modernosas em Madri, feias por fora e bonitas por dentro, tem aos montes. A melhor época de visitá-las é a primavera e o verão, porque elas são decoradas com vitrais e com pouca luz não se aprecia o colorido dos mesmos.
Esta é a igreja do Santíssimo Sacramento e sede também do convento dos padres sacramentinos. Primeiro, construíram o convento entre os anos de 1948-1949; e a igreja, entre 1955-1966. Pelo que pude verificar José Maria de la Vega Samper foi o arquiteto das duas edificações. Aliás, este teve uma carreira variada, pois construiu as primeiras centrais telefônicas de várias províncias espanholas, como penitenciárias já que trabalhou para a Direção Geral de Prisões.
Mas voltemos à igreja. Ao entrar, nos deparamos com o formato triangular e um tento que parece estar em movimentos, pois ele está feito de linhas curvas. Sem capelas laterais e com apenas três imagens no altar principal, a igreja parecia antecipar os ventos do Concílio do Vaticano II. No centro, a imagem de Jesus repartindo o pão ladeado por imagens de Maria e são José. Nas laterias, os confessionários estão instalados em nichos que forma um pentágono.
Estas construções não agradam a maior parte das pessoas. Acho que tudos é uma questão de saber olhar, muito mais que de gosto. Também não aprecio o exterior da catedral do Rio, mas como ficar indiferente ao interior? Creio que talvez esta seja mais uma mensagem evangélica que os arquitetos de igrejas quiseram passar: não julgar pelas aparências e sim pelo que está dentro do nosso coração.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Pipi proibido
Olá, queridos!
Madrileando por aí encontrei uns dizeres que superam todos aqueles que já mostrei a vocês anteriormente. Uma autêntica joia onde se pedia, simplesmente, que os passantes não "fizessem águas" ali, ao pé do Mosteiro da Encarnação, em Madri. Acredito que o aviso deva ser do século 18 quando começaram a surgir as primeiras leis na cidade neste sentido.
Bastou colocar a frase no óraculo para descobrir que tal expressão rendeu um poema de Rafael Alberti no livro "Roma, peligro para los caminantes", que posteriormente foi musicado por Paco Ibañez.
Lembrando que em Madri é proibido urinar na rua e os guardas multam o infrator na hora. Claro que seria necessário mais fiscalização, pois as calçadas do centro já estão marcadas de tanto xixi.
Madrileando por aí encontrei uns dizeres que superam todos aqueles que já mostrei a vocês anteriormente. Uma autêntica joia onde se pedia, simplesmente, que os passantes não "fizessem águas" ali, ao pé do Mosteiro da Encarnação, em Madri. Acredito que o aviso deva ser do século 18 quando começaram a surgir as primeiras leis na cidade neste sentido.
Bastou colocar a frase no óraculo para descobrir que tal expressão rendeu um poema de Rafael Alberti no livro "Roma, peligro para los caminantes", que posteriormente foi musicado por Paco Ibañez.
Lembrando que em Madri é proibido urinar na rua e os guardas multam o infrator na hora. Claro que seria necessário mais fiscalização, pois as calçadas do centro já estão marcadas de tanto xixi.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Entrevista com a escritora Carla Guimarães
Olá, queridos!
Tive a honra de entrevistar a escritora e roterista Carla Guimarães. Ela nos conta como é ser brasileira, mas escrever em espanhol. Clique na figura abaixo:
Tive a honra de entrevistar a escritora e roterista Carla Guimarães. Ela nos conta como é ser brasileira, mas escrever em espanhol. Clique na figura abaixo:
domingo, 24 de agosto de 2014
Corrupção
Olá, queridos!
Passeando pela rua Alfonso XII, que margeia o parque do Retiro, vi pichado um protesto contra corrupção do PP. Algum indignado fez questão de especificar que crticava o caixa 2 e as contas da Suíça que os dirigentes do Partido Popular estão tendo que expicar recentemente.
Passeando pela rua Alfonso XII, que margeia o parque do Retiro, vi pichado um protesto contra corrupção do PP. Algum indignado fez questão de especificar que crticava o caixa 2 e as contas da Suíça que os dirigentes do Partido Popular estão tendo que expicar recentemente.
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