Olá, queridos!
Chegou o grande dia. O cabelo do pimpolho estava enorme e de nada adiantava penteá-lo que continuava um ninho de rato. Teríamos que cortar os cachinhos. Fui numa loja de roupas e brinquedos de crianças que tem uma cabelereira especializada para marcar hora. Eis o que aconteceu...
(Por favor, leiam as duas versões da história antes de vocês jogarem pedras em mim.)
- Bom dia! Queria marcar hora para cortar o cabelo do pimpolho.
- Claro! Pode ser amanhã a tarde na hora X?
- Perfeito. Só tenho uma dúvida. Como é que vocês vão fazer para o meu filho ficar quieto?
- Sem problemas. Nós sedamos as crianças e elas ficam quietinhas.
- Sério ? E como funciona?
- Você não costuma drogar o seu filho para ele ficar quieto?
- Não.
- Entendo. Mas não se preocupe. É uma dose pequena, o suficiente para cortar o cabelo.
- Ok. Até mais tarde.
Fui no dia seguinte, e a cabelereira perguntou:
- Que tipo de drogas ele prefere?
- Nenhuma. Não deixo ele se drogar.
- Tenho certeza que ele vai gostar desta aqui.
Então, meu filho foi drogado, nem piscou e teve seu cabelo cortado. Espantados? Agora releiam a história novamente abaixo onde substituo as palavras "droga" e "sedação"; e incluo algumas explicações.
- Bom dia! Queria marcar hora para cortar o cabelo do pimpolho.
- Claro! Pode ser amanhã a tarde na hora X?
- Perfeito. Só tenho uma dúvida. Como é que vocês vão fazer para o meu filho ficar quieto?
- Sem problemas. Nós colocamos desenho animado para as crianças assistirem e elas ficam quietinhas.
- Sério ? E como funciona?
- Você não deixa seu filho ver televisão para ele ficar quieto?
- Não. Ele é muito pequeno e já tem que falar com minha família por Skype muitas vezes. O único desenho animado que ele conhece é a avó.
Voltei no dia seguinte, e a cabelereira perguntou:
- Qual o desenho animado que ele prefere?
- Nenhum. Não deixo ele assistir ainda.
- Tenho certeza que ele vai gostar desta aqui. - e deu play no DVD.
O pimpolho nem piscou. Imagino que vocês devem ter me xingado na primeira versão e assentido na segundo; porém meu filho só tem um ano e três meses e vai ter a vida inteira para ficar diante da telinha.
PS: A foto acima não é do cabelereiro onde fui, mas reflete o local. Fonte: http://www.ddecoracion.com/locales-comerciales/peluqueria-exclusiva-para-ninos/
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Quatro anos na Espanha
Olá, queridos !!
Estamos em festa. "Um ano na Espanha" completa quatro anos de existência. Para quem começou apenas com o intuito de registrar o cotidiano nesta nova forma de diário que é um blog e assim informar famílias e amigos é um feito e tanto.
De lá pra cá muita coisa aconteceu como vocês sabem. Tivemos quatro endereços, fomos a um sem número de exposições, conhecemos outras cidades e países, mergulharmos de cabeça no sistema de saúde espanhol por causa do pimpolho e agora, estamos fazendo o mesmo com o sistema educativo. O "Um ano..." rendeu um fruto, o Rumo a Madri, com perfil mais turístico e também me encheu de coragem para ser colaboradora do "Brasileiras pelo Mundo".
Eis os números do blog:
- 817 postagens
- Mais de 63.600 visualizações
- Os leitores vêm principalmente do Brasil, Estados Unidos, Espanha e Portugal.
- 57 seguidores no Face e 32 no Google.
- Aqui estão as postagens mais lidas até o momento:
No mais, queria agradecer a todos os leitores que espiam essas mal-traçadas. Muito obrigada!!
Estamos em festa. "Um ano na Espanha" completa quatro anos de existência. Para quem começou apenas com o intuito de registrar o cotidiano nesta nova forma de diário que é um blog e assim informar famílias e amigos é um feito e tanto.
De lá pra cá muita coisa aconteceu como vocês sabem. Tivemos quatro endereços, fomos a um sem número de exposições, conhecemos outras cidades e países, mergulharmos de cabeça no sistema de saúde espanhol por causa do pimpolho e agora, estamos fazendo o mesmo com o sistema educativo. O "Um ano..." rendeu um fruto, o Rumo a Madri, com perfil mais turístico e também me encheu de coragem para ser colaboradora do "Brasileiras pelo Mundo".
Eis os números do blog:
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No mais, queria agradecer a todos os leitores que espiam essas mal-traçadas. Muito obrigada!!
domingo, 7 de setembro de 2014
O que aprendi vivendo 4 anos na Espanha
1- Comer pão com tomate e azeite no café da manhã e jamón serrano como aperitivo faz parte da sua rotina.
2- Almoçar às 14h.
3 - Achar normal ter um garçom para servir um restaurante inteiro ou apenas um vendendor para cuidar da loja, te atender e receber o pagamento.
4- O serviço público pode ser bom e não é sinônimo de "coisa para pobre".
5 - O sistema de saúde público te encaminha a fazer o parto normal dando todas as condições para que isso aconteça.
6- Aquelas senhoras que estão ali gritando não estão brigando. São amigas de longa data conversando.
7- Quando uma pessoa te diz "não" ela apenas quis dizer isso: não. Ela gosta tanto de você que não está fazendo você perder tempo com desculpas esfarrapadas.
8- Comparar a Espanha aos países do norte europeu, especialmente à Alemanha, e achá-lo o pior país do mundo.
9 - Descobrir que por mais Primeiro Mundo que aqui seja, a classe política não fica a dever aos seus amiguinhos do Terceiro em matéria de corrupção.
10- Adapatar-se seus horários aos do comércio que fecha às 14h-14:30h e só abrirá às 17h-17:30h.
11- Que nem todo mundo que vive dentro das mesmas fronteiras está satisfeito com isso.
12 - Por mais curta que seja sua saia e generoso o seu decote, os homens só vão olhar e não dirão nenhuma estupidez.
13 - Que é inútil fazer qualquer comparação entre Brasil e Espanha. Ambos tem suas qualidades e defeitos.
14- Saudade é um estado permanente da sua alma.
Mais informações turísticas: www.rumoamadrid.com.br
2- Almoçar às 14h.
3 - Achar normal ter um garçom para servir um restaurante inteiro ou apenas um vendendor para cuidar da loja, te atender e receber o pagamento.
4- O serviço público pode ser bom e não é sinônimo de "coisa para pobre".
5 - O sistema de saúde público te encaminha a fazer o parto normal dando todas as condições para que isso aconteça.
6- Aquelas senhoras que estão ali gritando não estão brigando. São amigas de longa data conversando.
7- Quando uma pessoa te diz "não" ela apenas quis dizer isso: não. Ela gosta tanto de você que não está fazendo você perder tempo com desculpas esfarrapadas.
8- Comparar a Espanha aos países do norte europeu, especialmente à Alemanha, e achá-lo o pior país do mundo.
9 - Descobrir que por mais Primeiro Mundo que aqui seja, a classe política não fica a dever aos seus amiguinhos do Terceiro em matéria de corrupção.
10- Adapatar-se seus horários aos do comércio que fecha às 14h-14:30h e só abrirá às 17h-17:30h.
11- Que nem todo mundo que vive dentro das mesmas fronteiras está satisfeito com isso.
12 - Por mais curta que seja sua saia e generoso o seu decote, os homens só vão olhar e não dirão nenhuma estupidez.
14- Saudade é um estado permanente da sua alma.
Mais informações turísticas: www.rumoamadrid.com.br
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Igreja Nossa Senhora do Rosário das Filipinas
Olá, queridas!
Mais uma igreja de arquitetura moderna descoberta, conhecida e fotografada. Sei que a gente associa as Zoropa à coisas antigas, mas aqui também se produziu (e se produz) modernidade. A igreja de Nossa Senhora do Rosário das Felipinas é paróquia e convento dos dominicanos. Ali existia uma igreja em estilo neogótico que foi derrubada para dar lugar a um edifício de concreto armado que se confunde com os demais da rua. Construída entre 1967-1970, o arquiteto Cecílio Sanchez buscou aplicar os princípios de Le Coubusier no seu projeto. Obs: a foto à esquerda está em http://www.dominicos.org/vicaresp/
Por dentro, simplicidade total. O altar maior só traz o crucifixo que está "emoldurado" por um triângulo cuja ponta está para baixo e lembro que na simbologia católica esta forma representa a Santíssima Trindade. Notem que há palmeiras ali. Será uma alusão aos trópicos? Não sei, mas me pareceu um detalhe interessante.
Há capela do Santíssimo e também três imagens, junto a parede direita,do Sagrado Coração de Jesus, São Domingos e São José. Na parede esquerda, em frente a estas, uma bela imagen de Nossa Senhora do Rosrário com o Menino Jesus. Junto a entrada vemos, igualmente, a estátua de são Martinho dos Porres, dominicano que viveu no Peru, no século 17.
Sinceramente, não gosto desta igreja. Juro que entendi algumas propostas, mas o resultado me parece que leva o ser humano a tudo, menos a encontrar-se com o sagrado. Sei não...
Mais uma igreja de arquitetura moderna descoberta, conhecida e fotografada. Sei que a gente associa as Zoropa à coisas antigas, mas aqui também se produziu (e se produz) modernidade. A igreja de Nossa Senhora do Rosário das Felipinas é paróquia e convento dos dominicanos. Ali existia uma igreja em estilo neogótico que foi derrubada para dar lugar a um edifício de concreto armado que se confunde com os demais da rua. Construída entre 1967-1970, o arquiteto Cecílio Sanchez buscou aplicar os princípios de Le Coubusier no seu projeto. Obs: a foto à esquerda está em http://www.dominicos.org/vicaresp/
Por dentro, simplicidade total. O altar maior só traz o crucifixo que está "emoldurado" por um triângulo cuja ponta está para baixo e lembro que na simbologia católica esta forma representa a Santíssima Trindade. Notem que há palmeiras ali. Será uma alusão aos trópicos? Não sei, mas me pareceu um detalhe interessante.
Há capela do Santíssimo e também três imagens, junto a parede direita,do Sagrado Coração de Jesus, São Domingos e São José. Na parede esquerda, em frente a estas, uma bela imagen de Nossa Senhora do Rosrário com o Menino Jesus. Junto a entrada vemos, igualmente, a estátua de são Martinho dos Porres, dominicano que viveu no Peru, no século 17.
Sinceramente, não gosto desta igreja. Juro que entendi algumas propostas, mas o resultado me parece que leva o ser humano a tudo, menos a encontrar-se com o sagrado. Sei não...
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Biblioteca Eugenio Trias
Olá, queridos!
Descobri uma biblioteca em pleno parque do Retiro. Trata-se da Biblioteca Eugenio Arias inaugurada em 2013 e instalada no antigo zoo que funcionava ali chamado Casa de Fieras. Depois da reforma levada a cabo por Jaime Nadal y Sebastián Araujo o edifício que chegou a abrigar 500 animais dentre leões, tigres e hienas agora dá espaço para livros, revistas, vídeos e documentários. Ainda tem salas destinadas ao estudo, oficinas de literatura e poesia.
O segundo andar está reservado para os pequenos com a biblioteca infantil e a bebêteca. Fofo, não? Tudo isso no meio do parque mais bonito da cidade. Os arquitetos fizeram questão de privilegiar a bela paisagem do entorno e usaram vidros para cobrir as antigas jaulas. Ainda bem que não vendem café por ali senão eu ficaria neste lugar o dia todo.
O segundo andar está reservado para os pequenos com a biblioteca infantil e a bebêteca. Fofo, não? Tudo isso no meio do parque mais bonito da cidade. Os arquitetos fizeram questão de privilegiar a bela paisagem do entorno e usaram vidros para cobrir as antigas jaulas. Ainda bem que não vendem café por ali senão eu ficaria neste lugar o dia todo.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado - parte II
Olá, queridos!
A exposição "A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado" está dividida em dois museus: o Arqueológico e o Naval. Já contei para vocês como é a mostra no museu Arqueológico e agora, relato como é a do museu Naval. Esta é bem menor, mas igualmente interessante. O foco ali é apresentar os dois comandantes - o espanhol, José Bustamante y Guerra e o inglês, sir Graham Moore - das embarcações. Curiosamente, os quadros de ambos estão frente a frente. Será que a noite ele saem das molduras e brigam como acontece no filme ? Mistério...
O capitão espanhol deixou o relato sobre a guerra e a captura das embarcações no diário de bordo e este é recriado com um filme feito em computador e com a narração do texto. Igualmente está recriada a fragata Mercedes e a parte do navio onde se alojavam os canhões. Por fim, uma emotiva homenagem aos que pereceram na contenta (mais de 200) e novamente o esforço que a Espanha fez para recuperar este tesouro.
O que me chamou atenção, porém, foi um cartaz de 1804 convocando marinheiros para ingressarem em uma embarcação que interceptaria galeões espanhóis e seria capitaneada por Lord Cochrane. Levei um susto! Pensei que fosse o nosso, Thomas, que lutou pela independência do Brasil a convite de Dom Pedro I, mas era o tio dele, Alexander. Redes sociais nada! Essa gente toda também se conhecia!
A exposição "A última viagem da fragata Mercedes - um tesouro cultural recuperado" está dividida em dois museus: o Arqueológico e o Naval. Já contei para vocês como é a mostra no museu Arqueológico e agora, relato como é a do museu Naval. Esta é bem menor, mas igualmente interessante. O foco ali é apresentar os dois comandantes - o espanhol, José Bustamante y Guerra e o inglês, sir Graham Moore - das embarcações. Curiosamente, os quadros de ambos estão frente a frente. Será que a noite ele saem das molduras e brigam como acontece no filme ? Mistério...
O capitão espanhol deixou o relato sobre a guerra e a captura das embarcações no diário de bordo e este é recriado com um filme feito em computador e com a narração do texto. Igualmente está recriada a fragata Mercedes e a parte do navio onde se alojavam os canhões. Por fim, uma emotiva homenagem aos que pereceram na contenta (mais de 200) e novamente o esforço que a Espanha fez para recuperar este tesouro.
O que me chamou atenção, porém, foi um cartaz de 1804 convocando marinheiros para ingressarem em uma embarcação que interceptaria galeões espanhóis e seria capitaneada por Lord Cochrane. Levei um susto! Pensei que fosse o nosso, Thomas, que lutou pela independência do Brasil a convite de Dom Pedro I, mas era o tio dele, Alexander. Redes sociais nada! Essa gente toda também se conhecia!
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Igreja do Santíssimo Sacramento
Olá, queridos!
Passeando pelo Retiro, sempre me chamou a atenção uma igreja com duas torres em formas de pirâmide e um telhado que formava a letra A na fachada da igreja. Finalmente consegui entrar. Igrejas modernosas em Madri, feias por fora e bonitas por dentro, tem aos montes. A melhor época de visitá-las é a primavera e o verão, porque elas são decoradas com vitrais e com pouca luz não se aprecia o colorido dos mesmos.
Esta é a igreja do Santíssimo Sacramento e sede também do convento dos padres sacramentinos. Primeiro, construíram o convento entre os anos de 1948-1949; e a igreja, entre 1955-1966. Pelo que pude verificar José Maria de la Vega Samper foi o arquiteto das duas edificações. Aliás, este teve uma carreira variada, pois construiu as primeiras centrais telefônicas de várias províncias espanholas, como penitenciárias já que trabalhou para a Direção Geral de Prisões.
Mas voltemos à igreja. Ao entrar, nos deparamos com o formato triangular e um tento que parece estar em movimentos, pois ele está feito de linhas curvas. Sem capelas laterais e com apenas três imagens no altar principal, a igreja parecia antecipar os ventos do Concílio do Vaticano II. No centro, a imagem de Jesus repartindo o pão ladeado por imagens de Maria e são José. Nas laterias, os confessionários estão instalados em nichos que forma um pentágono.
A grande estrela, porém, são os numerosos vitrais que exaltam a Eucaristia. Desde o gigantesco que decora o coro e os laterais, todos trazem de forma explícita ou velada, referências ao sacramento.
Estas construções não agradam a maior parte das pessoas. Acho que tudos é uma questão de saber olhar, muito mais que de gosto. Também não aprecio o exterior da catedral do Rio, mas como ficar indiferente ao interior? Creio que talvez esta seja mais uma mensagem evangélica que os arquitetos de igrejas quiseram passar: não julgar pelas aparências e sim pelo que está dentro do nosso coração.
Passeando pelo Retiro, sempre me chamou a atenção uma igreja com duas torres em formas de pirâmide e um telhado que formava a letra A na fachada da igreja. Finalmente consegui entrar. Igrejas modernosas em Madri, feias por fora e bonitas por dentro, tem aos montes. A melhor época de visitá-las é a primavera e o verão, porque elas são decoradas com vitrais e com pouca luz não se aprecia o colorido dos mesmos.
Esta é a igreja do Santíssimo Sacramento e sede também do convento dos padres sacramentinos. Primeiro, construíram o convento entre os anos de 1948-1949; e a igreja, entre 1955-1966. Pelo que pude verificar José Maria de la Vega Samper foi o arquiteto das duas edificações. Aliás, este teve uma carreira variada, pois construiu as primeiras centrais telefônicas de várias províncias espanholas, como penitenciárias já que trabalhou para a Direção Geral de Prisões.
Mas voltemos à igreja. Ao entrar, nos deparamos com o formato triangular e um tento que parece estar em movimentos, pois ele está feito de linhas curvas. Sem capelas laterais e com apenas três imagens no altar principal, a igreja parecia antecipar os ventos do Concílio do Vaticano II. No centro, a imagem de Jesus repartindo o pão ladeado por imagens de Maria e são José. Nas laterias, os confessionários estão instalados em nichos que forma um pentágono.
Estas construções não agradam a maior parte das pessoas. Acho que tudos é uma questão de saber olhar, muito mais que de gosto. Também não aprecio o exterior da catedral do Rio, mas como ficar indiferente ao interior? Creio que talvez esta seja mais uma mensagem evangélica que os arquitetos de igrejas quiseram passar: não julgar pelas aparências e sim pelo que está dentro do nosso coração.
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