sábado, 13 de agosto de 2016

Dilema olímpico

É impossível escapar do clima das Olimpíadas ou do espírito olímpico, ou da explosão de patriotismo incubado que somos chamados a liberar quando nossos atletas ganham uma medalha. Porque o mundo se globalizou, abriu algumas fronteiras e domesticou as rivalidades no Ocidente, mas gritar pelo nossa seleção, ainda nos é permitido.

Por isso, alguns imigrantes vivem um dilema. Aqueles que tanto lutam para se integrar, por falar corretamente o idioma, por se equilibrar em duas culturas, em dois paises, veem-se numa encruzilhada. Torce para seu país de origem, mas secretamente olha para os atletas do seu país de residência. Fica emocionado quando um atleta levanta a sua bandeira e da mesma forma se sensibiliza com o resultado obtido por seu atual pais.

E quando as duas seleções - de qualquer esporte, não só do futebol - se enfrentam? Triste. Claro que a gente torce para o Brasil, mas o ideal, para mim, seria que nunca mais ele enfrentasse a Espanha. Não precisaria mais me justificar e nem aguentar as prováveis risadas (ou cara feia, dependendo do resultado) dos meus amigos.

O melhor dos mundos é quando não há mais atletas brasileiros na disputa e os espanhóis triufam. Fiquei particularmente feliz com as medalhas das espanholas na canoagem, halterofilismo e natação; assim como exultei com o judô brasileiro e as meninas do futebol. Por outro lado, preferi nem ver o resultado do handbol feminino! Até nisso temos o coração divido!
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