sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Educação bilíngue

Olá, queridos!

           Li com tristeza na coluna da jornalista Cora Rónai, publicada em 02/01/14, em O Globo,  o desabafo de uma professora de inglês ao constatar que a matéria que leciona nas escolas estaduais será optativa. Fiquei estarrecida. O ensino do inglês sempre foi polêmico no Brasil sejamos sinceros. Há os que defendem que ao aprendê-lo estaremos esquecendo nossa cultura e nossa língua, e aí sim, seremos dominados de vez pelos ianques. Engraçado que ninguém usava os mesmos argumentos quando se ensinava francês na escola e quando o espanhol entrou como obrigatório, estas alegações não foram utilizadas. Francês e espanhol pode. Inglês, não. Entendi.

            Não gosto de inglês e sempre tive dificuldade. Comecei aprendendo-o em casa com meu pai, ouvindo fitas K7 da BBC e depois Cultura Inglesa, mas só fui aprendê-lo bem quando comecei a estudar...francês! Ao me depara com as intermináveis conjugações dos verbos franceses me dei conta de como era "fácil" (nenhum idioma é fácil) a língua de Shakespeare. Voltei a estudá-lo por minha conta, hoje somos bons amigos e até entrevistas de trabalho já fiz em inglês.

       
     Essa portaria é um retocesso para a educação. Aqui na Espanha onde a dificuldade com o inglês é notória discute-se o modelo bilíngue de escolarização. Isso mesmo.Desde os três anos, as crianças tem aulas em castelhano e inglês, exceto matemáticas e o próprio castelhano. Nas comunidades que possuem mais de um idioma oficial, como a Catalunha ou Valência, o modelo será trilíngue. Chovem críticas se o ensino é realmente eficiente, etc., mas ao menos vemos um esforço do governo ao estimular o fomento do aprendizado de idiomas e nao o contrário.


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