domingo, 17 de março de 2013

O sistema de saúde em Madri

Olá, queridos!

        Agora que a cegonha está de viagem marcada para nossa casa chegou a hora de contar um pouco como é o sistema de saúde em Madri. Preparados ?

         Vamos lá. Vou contar como está sendo nossa experiência com o SUS madrilenho.
Em primeiro lugar, o básico. Tenham em conta que vou contar a minha experiência madrilenha porque aqui tudo muda de uma comunidade autônoma para a outra. E mais ainda: será o relato de alguém de Madri capital e não de Niterói. Vou fazer algumas inevitáveis comparações com a pátria amada, mas serão injustas porque nunca tive filho no Brasil.

         Bem, em segundo, deivo explicar como funciona o sistema público de saúde aqui. Todas as pessoas, inclusive as ilegais, têm direito a tratamento médico gratuito. No mínimo, à emergência. E todo ser humano até os 18 anos não paga por isso. Depois, paga-se através dos impostos. Ah! Aposentado tem direito a remédio gratuito, assim como outras categorias como doenças crônicas, família numerosa, pessoas com alguma deficiência, etc.

       Em qual faixa nos enquadramos? Toda pessoa, inclusive os estudantes e até os ilegais, quando chegam à Espanha, devem se “empadronar”. O “empadronamiento” é um registro junto às “subprefeituras” para saber quantas pessoas vivem naquela área e aí designar seu posto de saúde, escola pros filhos e local de votação. Nós fizemos isso em Alcalá e Madri. Depois se apresenta um contrato de trabalho (permanente ou temporal) para provar que você contribui com alguma coisa ao sistema e estão abertas as portas da saúde publica. Aí estamos nós.

          Em seguida, você recebe em casa seu cartão de saúde com o endereço do seu posto. Vai lá (ou faz o tramite pela Internet), escolhe o horário preferencial e se o médico será um homem ou uma mulher. Se você não declara a preferência os homens são atendidos por médicos e as mulheres por médicas. Só não é possível escolher o (a) enfermeiro (a). Uma ressalva madrilenha: aqui é possível escolher o centro, o médico de cabeceira e o especialista de sua preferência. Ou seja: se você não está satisfeito pode procurar outro. No entanto, o critério inicial é sempre a proximidade com a sua residência.

         O tamanho do posto varia conforme o tamanho do bairro, porém todos tem análise clínica, sala de curativo, pediatra, etc. O nosso é muito bom, mas como moramos em bairro de velhinhos, já deu pra imaginar a fila, né? Hehehehe. Brincadeira. Nunca precisei mais de uma semana para marcar hora e nem fiquei mais de 15 minutos esperando por uma consulta.

       Enfim. O sistema de posto e médico de família funciona assim: qualquer consulta com um especialista tenho que passar antes pelo meu médico de cabeceira. Qualquer mesmo! Até para ginecologista tenho que ir lá e pedir a consulta. Aí, a minha médica faz o pedido e alguém me liga pra informar quando e onde será a consulta. Não entenderam? Eu repito: sim, alguém me LIGA. Essa é a parte chata por que não tem muita negociação quanto ao dia, mas nem tudo é perfeito.

             Aguardem pois em breve publicarei o próximo capítulo !!

Postar um comentário